Neoliberalismo

No Chile, 60 mil marcharam contra a previdência privada neste domingo (16)

Manifestantes se reuniram no centro de Santiago do Chile para dizer "não" às Administradoras de Fundo de Pensão (AFPs)

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Além de Santiado de Chile, outras 56 cidades se somaram à jornada de luta / Reprodução/Resumen Latinaomericano

Cerca de 60 mil chilenos e chilenas saíram às ruas de Santiago do Chile, neste domingo (16), para exigir o fim dos fundos privados de Previdência, as chamadas AFPs (Administradoras de Fundos de Pensão). Apesar da chuva, a caminhada começou às 11h e ocorreu normalmente, sem episódios de repressão. Também ocorreram atos com as mesmas revindicações em outras 56 cidades chilenas.

Esta foi a terceira marcha nacional convocada pela coordenação de trabalhadores “No+AFP” para dizer "não" e explicar o que há por trás desse sistema, ao qual os trabalhadores devem ser afiliar por lei. O objetivo era incentivar a desfiliação massiva dos trabalhadores das duas maiores empresas ligadas ao negócio da Previdência, a Provida e a Cuprum que, segundo os organizadores do ato, fraudaram o povo chileno em mais de US$ 420 milhões.

"Hoje, dizemos 'não' às miseráveis pensões. Chega de AFP, nem pública nem privada”, manifestou Luis Mesina, porta-voz da organização do ato. Também foi anunciada uma greve nacional, marcada para o próximo 4 de novembro.

Segundo os dados levantados pela organização, a média das aposentadorias chega a 38% da renda obtida durante a fase ativa do trabalhador no caso dos homens, e 28%, no caso das mulheres.

”Enquanto não conseguimos derrubar o sistema e acabar com as AFP, temos que ter este tipo de estratégia que nos permita bater onde mais dói, que são as suas receitas”, falou Mesina. 

Edição: Camila Rodrigues da Silva