Belo Horizonte

Torcedor morto chegou ao hospital com múltiplos traumas

Torcidas organizadas se manifestaram com pesar

Belo Horizonte

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Eros Dátilo, que morreu durante o jogo da quarta (26), no Mineirão / Reprodução / Facebook

O torcedor Eros Dátilo, que morreu durante o jogo da quarta (26), no Mineirão, deu entrada no Hospital Odilon Behrens sem vida e com vários traumas. Foi o que informou a Secretaria Municipal de Saúde: “O paciente chegou ao hospital já sem vida – apresentando múltiplos traumas - e o óbito foi oficialmente declarado às 23h16. O corpo foi encaminhado para o IML”.

Inicialmente, a Minas Arena e os grandes veículos de comunicação disseram que Eros morreu por conta de um infarto. Entretanto, a versão começou a ser contestada por testemunhas. Uma torcedora conta que tudo começou por um desentendimento com seguranças da Prosegur, empresa que presta serviços à Minas Arena. 

“Nós estávamos tentando passar para o setor laranja, [o Eros] pediu para o segurança e ele não deixou por causa das câmeras. Aí, o Eros falou: ‘Tudo bem’. Só que ele levou o pé para a frente, eu acho que o segurança pensou que estávamos tentando invadir e já foi aplicando nele um mata leão, puxou para dentro do quarto e, nisso, veio um segurança, deu um mata leão e foi asfixiando”, contou à reportagem a cuidadora de idosos Alecsandra Luciana de Abreu. 

A Polícia Civil informou que foram ouvidas testemunhas e o segurança envolvido na ocorrência, mas que este não foi detido por não haver flagrante. Um inquérito foi aberto para apurar o caso. 

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames. Na quinta (27), a médica legista  Lena Lapertosa indicou que as lesões não são suficientes para explicar o óbito, de modo que seriam necessários outros exames. 

O Cruzeiro e a Minas Arena lamentaram a morte do torcedor. A Prosegur também comentou o ocorrido e disse que está colaborando com as investigações. 

Solidariedade

Torcidas organizadas se manifestaram com pesar sobre a morte de Eros, que era vinculado à Torcida Pavilhão Independente, e criticaram a Minas Arena. “Prestamos aqui nossa solidariedade à Pavilhão Independente e à família do diretor da Pavilhão, Eros, que foi, segundo relato de sua esposa, assassinado nesta quarta, jogo contra o Grêmio, pelos seguranças que deveriam proteger o torcedor no Mineirão”, afirma a torcida Resistência Azul Popular.