ARTIGO

Congresso de educadores discute Democracia, Direitos e Valorização Profissional

A categoria vai aderir à Paralisação Nacional rumo à greve geral

Recife (PE)

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Fernando Melo é presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco / Divulgação

Do dia 9 até o dia 12 de novembro, 750 Trabalhadores em Educação estarão reunidos no Hotel Canariu’s, em Gravatá, para discutir e deliberar ações políticas nesse 10º Congresso dos/as Trabalhadores/as em Educação de Pernambuco. A ação é uma realização do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (SINTEPE).

A preparação para o Congresso começou no início do mês de setembro com a mobilização dos trabalhadores em educação e a eleição dos delegados de forma plural em todo o estado de Pernambuco. Essa pluralidade tem como objetivo garantir a representação de todas as visões possíveis sobre os temas e construir deliberações que apontem para o enfrentamento de pautas conversadoras atuais como a PEC 241 e o PLP 257, o PL 4567, a Lei da Mordaça, a Reforma do Ensino Médio, a Reforma da Previdência, a Lei de Terceirizações e a flexibilização do contrato de trabalho. Projetos como esses têm como finalidade sucatear a educação pública, diminuir investimentos sociais importantes para o país, precarizar o trabalho dos servidores públicos, impedir a discussão política e a autonomia dentro do ambiente escolar.

Como forma de se posicionar contra esses projetos e a este cenário, a categoria vai aderir à Paralisação Nacional rumo à greve geral. A adesão foi consultada e aprovada pela categoria, 92% dos trabalhadores que votaram decidiram por participar das atividades da greve geral, cuja a decisão foi referendada em assembleia geral. Durante o 10º Congresso dos Trabalhadores em Educação, na tarde do dia 11 de novembro, os/as delegados/as em conjunto com outros sindicatos, movimento estudantil e movimentos sociais, participarão de um ato na BR-232 como forma de protesto contra o retrocesso e a perda de direitos.

Uma das temáticas que será discutida no congresso será a antidemocrática Medida Provisória 746, Reforma do Ensino Médio. A MP 746, escancara o desejo do atual governo golpista em limitar o acesso da população e das entidades educacionais nas decisões em torno da reforma do ensino médio. Com relação ao conteúdo, a reforma do MEC tem objetivo central – reduzir a aprendizagem dos estudantes aos ditames do mercado e fomentar a privatização das escolas e a terceirização de seus profissionais. Quanto ao currículo, a reforma empobrece o ensino médio retirando as disciplinas de artes, educação física, sociologia e filosofia.