Igreja

III Encontro Mundial de Movimentos Populares discute problemas da contemporaneidade

Jornadas de Trabalho fomentam a discussão entre movimentos sociais do mundo, que apresentarão proposta ao Papa Francisco

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Encontro reúne movimentos populares do mundo inteiro / Divulgação

O Encontro Mundial dos Movimentos Populares chega a sua terceira edição, a segunda no Vaticano, Itália. Idealizado pelo Papa Francisco, o evento que teve início nesta quarta-feira (2) e vai até sábado (5), procura dialogar com as entidades e órgãos da Igreja Católica que trabalham com populações carentes.

Nesta quarta-feira (2), no período da tarde, houve a primeira jornada de trabalho, com discussão sobre o eixo “Povo e Democracia”, onde delegados e delegadas iniciaram um debate e trouxeram especificidades sobre seus países, além de relembrarem A mesa contou com Beatriz Cerqueira, do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE), John Mark Mwanika, Sindicato Unido dos Trabalhadores da Área dos Transportes e outras Categorias Gerais (ATGWU, Uganda) e o Padre Luigi Giotti. O debate implica em criar propostas de ação que serão entregues ao Papa Francisco, no final do Encontro.

A segunda jornada de trabalhos começou nesta quinta (3), com o painel “Território e Natureza”, alertando para o cuidado de um bem maior a todos: o nosso planeta. A mesa foi composta pela ecofeminista Vandana Shiva, da Índia; Rosalina Tuyuc, da Coordenação Nacional de Viúvas (Guatemala); Mónica Crespo, da Federação de Catadores e Recicladores (Argentina); e Te Ao Pritchard, da Pacific Panthers Network (Nova Zelândia).

Vandana ressaltou a importância da boa alimentação como pauta urgente aos movimentos que lutam por soberania popular. “Fizemos da agricultura uma arte de vender veneno”, afirma.

No sábado (5), após a discussão em todas as jornadas, os debates e resoluções serão apresentados ao Papa Francisco.