Movimentos populares

Indígenas dos Estados Unidos resistem à construção de oleoduto

Desde o começo dos protestos contra o empreendimento, mais de 250 pessoas foram detidas pela polícia

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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A comunidade indígena que contraria a construção do oleoduto alega que o projeto ameaça terras consideradas sagradas e que se corre perigo de contaminar as águas do rio Misuri / Reprodução

“A água é vida” é uma das palavras de ordem dos indígenas Sioux, dos Estados Unidos, que rechaçam o oleoduto de Dakota do Norte que deve ser construído no centro-oeste dos Estados Unidos.

Trata-se de um sistema de 1885 quilômetros construído para transportar meio milhão de barris de petróleo desde os poços de Bakken, em Dakota, até uma refinaria perto de Chicago, uma distância de cerca de 1600 quilômetros.

A comunidade indígena contrária à construção do oleoduto alega que o projeto ameaça terras consideradas sagradas e que se corre perigo de contaminar as águas do rio Misuri.

O presidente Barack Obama se manifestou interessado em promover o diálogo entre a empresa responsável pelo empreendimento, Energy Transfer, e os indígenas da reserva Standing Rock, a repressão da polícia voltou a ser a resposta oficial. Durante o protesto, organizado nesta segunda-feira (14), 120 pessoas foram detidas, entre elas jornalistas.

“Falam que estamos gerando problemas mas estamos aqui em pé de oração”, afirmou um dos membros da comunidade Sioux de Standing Rock, John Piernas Rojas. Desde o começo dos protestos, em agosto deste ano, mais de 270 pessoas foram presas por se manifestar contra o oleoduto.

As detenções massivas aconteceram após um juiz rechaçar as acusações contra a jornalista Amy Goodman de participação em "badernas", do programa Democracy Now, que provocou uma onda de protestos em favor da liberdade de expressão. A este caso se somou a detenção forçada da atriz Shilene Woodyley, do filme Divergente.

Tradução: María Julia Gimenez

Edição: Camila Rodrigues da Silva