Protestos

Com -5ºC, polícia joga água em ativistas em protesto contra oleoduto nos EUA

Cerca de 160 manifestantes ficaram feridos no estado de Dakota do Norte

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Polícia joga canhão de água em manifestantes contra a construção do oleoduto Dakota Access Pipeline, nos EUA
Polícia joga canhão de água em manifestantes contra a construção do oleoduto Dakota Access Pipeline, nos EUA | Crédito: Polícia joga canhão de água em manifestantes contra a construção do oleoduto Dakota Access Pipeline, nos EUA

Na madrugada desta segunda-feira (21), cerca de 160 manifestantes que protestavam contra o oleoduto que será construído no território indígena Standing Rock, no estado de Dakota do Norte, nos Estados Unidos — Dakota Accesss Pipeline — ficaram feridos após ataques da polícia.

Os manifestantes foram atingidos com balas de borracha, gás lacrimogêneo e jatos de água em uma temperatura ambiente de  -5ºC. O ataque ocorreu na ponte Backwater, próxima ao acampamento principal da resistência contra o oleoduto, o Oceti Sakowin.

A ação teve início após cerca de 400 manifestantes tentarem liberar o acesso à ponte, que é pública, mas estava bloqueada desde outubro por autoridades através de equipamento militar e barreiras de concreto. 

Segundo informações locais, uma menina de 13 anos levou um tiro com bala de borracha no rosto, duas pessoas sofreram paradas cardiorrespiratórias e muitas pessoas sofreram hipotermia após contato com a água. O ataque foi o mais recente de uma série de conflitos que vem acontecendo na área desde janeiro deste ano, quando membros da tribo nativo americana Sioux iniciaram o acampamento Sacred Stone (Pedra Sagrada).

O motivo da resistência contra o Dakota Access Pipeline é que o projeto prevê a passagem do oleoduto em terras consideradas sagradas para os indígenas, como cemitérios de seus ancestrais. Além disso, os manifestantes alegam que a obra, um sistema de 1885 quilômetros construído para transportar meio milhão de barris de petróleo pode ser um risco para os recursos hídricos do Rio Missouri, fonte de água para a população Sioux e milhões de norte-americanos.

Nos últimos meses, o movimento contra a construção do Dakota Access Pipeline tem crescido muito, com uma série de personalidades estadunidenses se posicionando contra a construção da obra e de dezenas de manifestantes sendo presos pela polícia.

Os membros do movimento já tentaram interromper permanentemente a construção do oleoduto, empreendimento de responsabilidade da empresa Energy Transfer, mas a Corte Federal dos EUA rejeitou o mandado judicial produzido.

Edição: Camila Rodrigues da Silva

Editado por: Redação

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