Colômbia

Três militantes da organização política Marcha Patriótica foram assassinados em 72h

Segundo o porta voz do movimento colombiano, existem ações sistemáticas que buscam acabar com a Marcha

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Segundo os registros, 124 militantes já foram assassinados desde a fundação da Marcha Patriotica, em 2010 / Reprodução

Neste sábado (19), Rodrigo Cabrera, agricultor, líder camponês da região de Altamira e integrante do movimento político e social da Marcha Patriótica da Colômbia, foi assasinado enquanto se dirigia para sua casa, no município de Policarpa (Nariño, oeste do país). O caso de Cabrera, soma-se a outros dois assassinatos de militantes da mesma organização em 72h.

Na sexta passada (18), o militante Erley Monroy, que faz parte da Associação Camponesa Losada-Guayabero, que integra a Marcha, e Dider Losada Barreto, líder camponês de Platanillo, jurisdição de La Macarena (Meta), foram mortos. Outros dois militantes também sofreram atentados durante o fim de semana.

Diante da onda de ataques, nesta segunda-feira (21), a Marcha Patriótica convocou um ato e uma coletiva de imprensa na Promotoria Geral da Colômbia, em Bogotá, para manifestar-se publicamente contra os assassinatos. Sobre a hashtag #QuePareElGenocidio, a organização afirma que a Colômbia vive um “genocídio político”. Segundo a denúncia, no último ano 17 líderes do movimento foram assassinados. Desde a fundação da Marcha, em 2010, já foram registradas um total de 124 mortes de militantes.

David Florez, porta-voz da organização colombiana, afirmou que “existem ações sistemáticas que buscam acabar com a Marcha Patriótica”, e alertou sobre a “reativação de grupos paramilitares que tem vínculos com a perseguição e os assassinatos de membros da nossa organização e outras que atuam no país”.

Em resposta às denúncias feitas pelo movimentos social e organizações de direitos humanos, o presidente colombiano Juan Manuel Santos, convocou “uma comissão de alto nível” para “tomar medidas contra crimes e agressões a líderes sociais”.

Edição: José Eduardo Bernardes