Preso político

Avanços na luta pela liberdade de Oscar Lopez nos EUA

Conseguem as 100 mil firmas que obrigam a Casa Branca se pronunciar sobre o caso do preso político porto-riquenho

Brasil de Fato com informação de Nodal Notícias

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Oscar López leva 35 anos privado da liberdade nos Estados Unidos / Nodal Noticias

O esforço de juntar assinaturas para que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se manifeste sobre a liberação do preso político porto-riquenho, Oscar López, alcançou a sua meta. O site da Casa Branca indicou, na segunda-feira (5), que tinham sido alcançadas as 100 mil assinaturas necessárias para obter uma resposta por parte da administração de Obama ao pedido de liberação de Oscar López.

Após 35 anos de prisão nos EUA esta noticia abre possibilidades do militante das Forças Armadas de Liberação Nacional (FALN) de Porto Rico, recuperar a liberdade. A petição pretende funcionar como mecanismo para evidenciar o apoio massivo à causa do porto-riquenho.

O advogado José Rodríguez Irizarry, autor da petição, expressou o agradecimento ao povo de Porto Rico e a todos os que se somaram e somam na campanha pela liberdade do último preso politico, punido pela luta pela independência de seu país. Ainda se aguarda a manifestação de funcionários federais sobre a petição. 

Oscar

Oscar López Rivera nasceu em 1943, em Porto Rico. Foi veterano na Guerra de Vietnã defendendo a bandeira estadunidense, e foi condecorado pelo seu valor no combate. Após o regresso a Chicago, junto a sua família, somou-se a luta e defesa dos direitos dos porto-riquenhos. 

Em 1976, se integrou a luta clandestina em favor da independência de Porto Rico como membro das Forças Armadas de Liberação Nacional (FALN). Em 1981 foi capturado pela Oficina Federal de Investigações (FBI) acusado de “conspiração” e de pertencer às FALN, que o condenou a 55 anos de prisão. Mas, após uma tentativa de fuga, a pena passou a ser 70 anos. Destes, 12 passou em isolamento total.

Dos 13 militantes da FALN detido, ele é o único que ainda está privado de liberdade. A sua causa é apoiada por figuras reconhecidas na América Latina e no mundo todo como de Calle 13, Andy Montañéz, Chucho Avellanet, o cineasta Jacobo Morales y Ricky Martin.

Segundo o presidente venezuelano Nicolás Maduro, o caso do porto-riquenho é comparável com o do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela. “ Tem 35 anos presos. É o Mandela destes tempos. Seu único delito foi querer a indepêndia de Porto Rico (…) Esta submetido aos piores tratos. É o Mandela Latino-americano”, falou a saída da cúpula sobre a Mudança Climática das Organizações das Nações Unidas (ONU) , em Nova York, e exigiu ao mandatário dos EUA a liberação do independentista.

Em 18 de junho de 2012, o Comitê de Descolonização da ONU aprovou uma resolução promovida por Cuba, como faz desde os últimos 30 anos, na que pede que se reconheça o direito da independência e autodeterminação de Porto Rico e exige a liberação dos independentistas prisioneiros nos Estados Unidos. O projeto de resolução tem sido apoiado por Bolívia, Equador, Nicarágua e Venezuela, e foi adotada por consenso pelo Comitê. Mas, o governo dos EUA fez caso omisso a resolução.