Editorial

Antes de cair, governo Temer acaba com os direitos sociais

PEC 55 e reforma da Previdência (PEC 287) destroem conquistas populares da Constituição de 1988

Curitiba

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Antiga PEC 241, a PEC 55 compromete os investimentos em saúde e educação pelos próximos 20 anos / Charge: Carlos Latuff

O governo ilegítimo de Michel Temer vive a sua principal crise política e econômica. Na economia, o Brasil caminha para a depressão, com índice de desemprego de 12 milhões de pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na cena política, as delações recentes de diretores da Odebrecht indicam que a corrupção está presente em todo o sistema político brasileiro, e o núcleo do governo está envolvido diretamente nisso.

No meio desse fogo cruzado, Temer se mantém com a missão de romper os itens sociais previstos na Constituição: a Proposta de Emenda à Constituição que congela os investimentos em Saúde e Educação, aprovada no dia 13 (PEC 55), e a da Reforma da Previdência (PEC 287 – veja em Opinião), destroem as conquistas populares da Constituição de 1988. Cumprida essa etapa, existe a chance de que Temer seja afastado e, em 2017, substituído por eleições indiretas. Para a população, o “Fora, Temer!” só interessa se vier seguido de eleições diretas para a presidência. Assim será respeitada a soberania dovoto popular. O lema do momento é “Diretas, já!”.

Nesse cenário difícil, uma das notícias importantes é a definição da Frente Brasil Popular (FBP) de se ampliar para todos dos cantos do país. A FBP reúne há mais de um ano as forças da sociedade que se colocam contra o golpe e por um projeto de país que atenda aos anseios da maioria do povo, e não aos interesses de uma minoria milionária. É essencial que cada um de nós participe dessa mobilização.