Governo Federal

Privatização: distribuidora goiana de energia é adquirida por empresa italiana

Maior empresa do estado, Celg integrava Plano de Desestatização do governo federal

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Celg atende 98,7% da distribuição de energia em Goiás / Reprodução/ Jornal GGN

Sem restrições, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu seu aval para a privatização da Companhia de Energia Celg D. A decisão foi publicada, na última terça-feira (27), no Diário Oficial da União.

Presente em 237 municípios de Goiás, e atendendo cerca de 5 milhões de pessoas, a empresa foi adquirida pela empresa de origem italiana Enel Brasil S.A..

Desde 2014, a Celg D. era administrada pela Eletrobras, que se tornou controladora de 51% das suas ações como um plano do governo goiano de capitalizar a estatal. No último dia 30 de novembro, foi concluído o leilão da distribuidora, arrematada por R$ 2,187 bilhões pela Enel.

Outras duas distribuidoras já são operadas pela Enel no Brasil: a Enel Distribuição Rio (RJ) e a Enel Distribuição Ceará (CE), antigas Ampla e Coelce. 

Privatizações

A distribuidora goiana de energia integrava o Plano Nacional de Desestatização (PND) do governo federal. No início de 2016, manifestantes ocuparam a sede do Ministério da Fazenda, em Brasília (DF), para tentar impedir a venda da empresa. O ato foi organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Tento (MTST) e pelo Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal (Stiu-DF).

Edição: Simone Freire.