Democracia

Campanha eleitoral que definirá sucessor de Rafael Correa começa no Equador

Oito chapas disputam a presidência do Equador; eleições acontecem no dia 19 de fevereiro

Brasil de Fato | São Paulo (SP),
Após dez anos, Rafael Correa deixará Presidência do país / Santiago Armas / Presidencia de la República

A campanha eleitoral no Equador foi iniciada nesta terça-feira (3). A votação que definirá o sucessor do atual presidente Rafael Correa está prevista para 19 de fevereiro e as atividades de campanha poderão ser realizadas até três dias antes, se encerrando no dia 16 do próximo mês.

O presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Juan Pablo Pozo, afirmou que todas as 70 organizações políticas habilitadas apresentaram candidaturas. Do total, 16 têm caráter nacional – o restante são movimentos provinciais. As informações são da Prensa Latina.

“A inscrição não teve inconvenientes, pois acompanhamos nos processos democráticos internos as organizações políticas para a eleição de seus candidatos mediante primárias abertas, assembleias, e todas as candidaturas estão definidas, incluídos os processos, impugnações e apelações”, afirmou Pozo à agência.

Votação

Os equatorianos escolherão, além do presidente e vice, os 137 integrantes da Assembleia Nacional e cinco deputados que representarão o país no Parlamento Andino. Cerca de 12 milhões de pessoas estão habilitadas a votar.

As eleições marcam o fim dos dez anos de Rafael Correa à frente do país. Oito chapas disputam a presidência do Equador.

De acordo com pesquisa eleitoral divulgada no final de dezembro pela Cedatos, a candidatura apoiada pelo governo lidera as intenções de voto. Lenín Moreno, integrante do Movimento Aliança País e ex-vice de Correa, tem cerca de 35%. Em seguida aparece o ex-banqueiro e candidato oposicionista Guillermo Rasso (Movimento Creo), com 22%.

Além da escolha dos cargos, a população equatoriana também deverá responder a uma consulta popular proposta pelo atual presidente. Os votantes serão questionados quanto à proposta de impedir a habilitação de candidatos que tenham contas bancárias em paraísos fiscais.

Caso a proposta receba o respaldo popular, o Assembleia Nacional deverá reformar, no prazo de um ano, a Lei Orgânica do Serviço Público, o Código da Democracia e outras leis equatorianas relacionadas ao tema.

Edição: José Eduardo Bernardes