Memória

Uruguai indeniza 413 vítimas da ditadura militar que ocorreu de 1968 a 1985

País irá pagar compensações econômicas e cobertura de saúde a perseguidos e familiares

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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A política de reparação também estão incluindo crianças sequestradas, nascidas em prisões ou detidas / Reprodução

O Uruguai irá indenizar pessoas vítimas da ação estatal durante a ditadura militar no país. A Comissão Especial da Lei de Reparação as Vitimas da Atuação Ilegítima do Estado durante o período de 1968 a 1985 concedeu a 413 pessoas reparações de caráter econômico, além de ter emitido 890 certificados de responsabilidade do Estado.

O órgão também aprovou, ao final de 2016, que 412 tenham despesas de saúde cobertas de forma gratuita e vitalícia, abarcando assistência psicológica, psiquiátrica, odontológica e farmacêutica. As informações são da agência Prensa Latina.

Segundo o presidente da Comissão, Nicolas Pons, as 413 reparações econômicas, diferentemente da cobertura de saúde, serão pagas uma única vez - como estabelece a Lei que regula o tema.

Ele explicou as hipóteses para concessão de reparações: parentes de desaparecidos ou mortos; pessoas que sofreram ferimentos graves por parte de agentes públicos, crianças nascidas em prisões, desaparecidas por mais de 30 dias ou presas junto aos pais por mais de 180 dias.

Pons afirmou ainda que até o final do ano passado foram avaliados 88% dos pedidos, prometendo terminar a análise de todas as reivindicações em 2017.

A comissão, segundo ele, vai continuar com a criação de mais espaços em memória aos mortos no período. No país, 29 placas já foram instaladas em homenagens a vítimas da ditadura militar uruguaia.

Os ministérios da Educação e Cultura, Saúde Pública e da Economia e Finanças, juntamente com a organização de Mães e Familiares de Presos Desaparecidos e da associação de ex-presos políticos do Uruguai (Crysol), compõem a Comissão Especial da Lei de Reparação.

Edição: Camila Rodrigues da Silva