Chacina

Maior penitenciária de Roraima confirma morte de 33 presos 

Mortes que ocorreram na madrugada desta sexta-feira (6), são uma retaliação do PCC à chacina no Compaj, em Manaus

Brasil de Fato | São Paulo (SP),
Buracos feitos nas paredes do presídio pelo PCC, em Roraima, em outubro do ano passado / ASCOM - Ministério Público de Roraima/Divulgação

A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) confirmou a morte de 33 presos na madrugada desta sexta-feira (6), no maior presídio de Roraima, a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, localizada na BR-174, na zona Rural de Boa Vista.

A entrada da unidade foi isolada hoje pela manhã e o Batalhão de Operações Especiais (BOPE), a Polícia Militar (PM) e Instituto Médico Legal (IML) estão no local. Segundo a nota da Secretaria, a situação foi controlada. 

Informações da assessoria de imprensa do governo de Roraima indicam que os próprios presos provocaram as mortes. Elas seriam uma retaliação do PCC (Primeiro Comando da Capital) à chacina provocada pela facção rival FDN (Família do Norte), que deixou 56 presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no último dia 1º de janeiro.

Em outubro do ano passado 18 presos foram mortos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo depois de um confronto entre facções rivais. O presídio, administrado pelo Estado, estava superlotado e abrigava mais de 1,4 mil presos. 

Este é terceiro maior massacre em presídios no Brasil, atrás apenas das mortes recentes no Compaj e do Massacre do Carandiru, quando 111 presos foram assassinados pela Polícia Militar de São Paulo, em 1992. 

A Sejuc informou que representantes do governo de Roraima se reunirão nesta manhã para definir as próximas ações.

Acompanhe a nota da Sejuc na íntegra:

A Secretaria de Justiça e Cidadania informa que nesta madrugada (dia 6) foram registradas 33 mortes na Pamc (Penitenciária Agrícola de Monte Cristo).

Esclarece que a situação está sob controle e que o Bope (Batalhão de Operações Especiais) da PMRR (Polícia Militar) está nas alas do referido presídio.

Edição: José Eduardo Bernardes