Hoje na História

Camilo Cienfuegos, o guerrilheiro de sorriso sincero nascido em 6 de fevereiro

“Sempre sendo o companheiro de todos, ele era o mais brilhante de todos os guerrilheiros”, falou Guevara sobre Camilo

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Herói de Yaguajay – uma cidade da província de Sancti Spíritus – é o título que lhe foi dado espontaneamente pelo povo cubano / CubaDebate

O Herói de Yaguajay e o Senhor da Vanguarda, eram alguns dos apelidos pelos quais era chamado Camilo Cienfuegos, que é conhecido como um dos pilares da Revolução Cubana, que libertou o povo da ilha da ditadura de Fulgencio Batista, em 1959.

Camilo Cienfuegos Gorriarán nasceu em 6 de fevereiro de 1932, em Havana, Cuba. Ele foi um fiel combatente revolucionário e companheiro inseparável de Ernesto “Che” Ghevara.

Herói de Yaguajay – uma cidade pertencente à província de Sancti Spíritus – é o título que lhe foi dado espontaneamente pelo povo cubano devido ao seu valor. Cienfuegos foi comandante do Exército Rebelde e Chefe do Estado Maior após o triunfo revolucionário.

Alfaiate de profissão, homem humilde, de caráter jovial, com ótimo senso de humor e um sorriso sincero, foram as características e qualidades que o colocaram como um dos dirigentes mais carismáticos da revolução.

Vários meses depois do triunfo revolucionário, Camilo falava sobre o papel do Exército Rebelde:

“Todos nós que fomos à guerra, sabemos que a Pátria precisa de nossos esforços e de nossos braços. Se na guerra empunhamos os fuzis, hoje estamos dispostos a pegar as enxadas para semear a terra, para que esta nossa terra produza o que precisamos; para que Cuba cresça, para que Cuba floresça, para que a reforma agrária seja um exemplo para os demais países irmãos, para sair da miséria em que vivemos durante mais de 50 anos.”

Nove meses após o início da revolução, sua vida foi interrompida. Em 12 de novembro de 1959 foi anunciado o seu desaparecimento em um comunicado oficial na televisão, feito por Fidel Castro. No dia 28 de outubro, uma forte tempestade ocorria no local onde passava o avião em que viajava Camilo. O bimotor alterou a rota, mas devido ao desvio não previsto, aponta-se que o combustível acabou e, não tendo um lugar para pousar em segurança, o avião caiu no mar.

Alguns anos após a sua morte, Ernesto Che Guevara lembrava a importância de seu companheiro para a Revolução Cubana:

“O que nos atraiu mais em Camilo, foi o que também chamou a atenção de todo o povo de Cuba: seu jeito de ser, seu caráter, sua alegria, sua franqueza, sua disposição em todo momento, em oferecer sua vida, em enfrentar os maiores perigos com muita naturalidade e total simplicidade. Sem se gabar nem um pouco de seus valores e sua sabedoria. Sempre sendo o companheiro de todos, quando a guerra acabou, ele era indiscutivelmente o mais brilhante de todos os guerrilheiros.”

Diversas homenagens ao lutador foram feitas pelo povo da ilha. Como é o caso da Universidade Camilo Cienfuegos, na província de Matanzas; além de escolas militares – em que os alunos são chamados de “Camilitos” –, seu rosto na nota de 20 pesos cubanos e uma estátua em sua homenagem na nota de 20 pesos cubanos conversíveis (CUC). Fora da ilha, homenagens também são feitas ao líder cubano, como nomes de turmas e cursos de formação política, e até um grupo musical argentino, chamado Cienfuegos. Ainda na música, as bandas Carpe Diem e Tercer Modulo Ska fizeram canções que levam o nome de Cienfuegos.

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Hoje na História é uma produção da Radioagência Brasil de Fato e do Opera Mundi

Locução e Produção: Vivian Fernandes

Locuções de sonoras: José Bruno Lima e Luiz Felipe Albuquerque

Sonoplastia: Jorge Mayer