História

Último imperador da China abdica do poder

Pu Yi assumiu o poder com 3 anos de idade e viveu os últimos anos como jardineiro da República Popular da China

Brasil de Fato | São Paulo (SP),

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Retrato de Pu Yi em 1910 / Reprodução

Em 13 de fevereiro de 1912, o último imperador da China, Pu Yi, com apenas 6 anos, foi obrigado a abdicar do trono, sob forte pressão do presidente do conselho do governo imperial, Yuan Shih-kai. A imperatriz da China havia morrido em Pequim e Pu Yi, seu sobrinho-neto, assumira o trono com apenas 3 anos de idade.

Desde o outono do ano anterior, dois governos coexistiam na China: o republicano, liderado por Sun Yat-sen em Nanquim, e o governo imperial em Pequim. A abdicação de Pu Yi marcou o fim do regime imperial e instaurou definitivamente a república chinesa. A dinastia Qing, que dominara o país desde 1664, estava extinta.

Em 1911, havia eclodido uma insurreição republicana no sul da China, perto de Cantão. A revolta constituiu o fim de um domínio de dois séculos e meio da dinastia Qing (Manchu).

Os chineses exigiam a criação de uma assembleia constituinte, instigados por Sun Yat-sen, fundador do Kuomitang, partido conservador que até hoje governa Taiwan. Sun regressou ao país e proclamou a república em 1º de janeiro de 1912.

Quando Sun Yat-sen assumiu o poder, recebeu das potências ocidentais promessas de apoio financeiro e militar. Como elas não se concretizaram, percorreu o mundo em busca de assistência que nunca chegou.

O último imperador teve de sair da Cidade Proibida e iniciar uma verdadeira odisseia. Na década de 1930, foi utilizado como fantoche pelos japoneses no comando de um novo país no norte do território chinês, na Manchúria.

No final da II Guerra Mundial, Pu Yi foi capturado pelo Exército Vermelho soviético em 16 de agosto de 1945. Os soviéticos levaram Pu Yi a Sibéria.

Quando o Partido Comunista chinês, sob a liderança de Mao Tsé-Tung, chegou ao poder em 1949, Pu Yi foi repatriado após as negociações entre a China e a União Soviética. De 1949 a 1959, ficou detido na prisão de Fushun, onde foi reeducado e condenado como traidor do seu país.

Ao sair da prisão, Pu Yi trabalhou no Jardim Botânico de Pequim de 1959 a 1963, e logo como arquivista da Biblioteca Nacional, até sua morte em 1967.

Hoje na História é uma produção da Radioagência Brasil de Fato em parceria com Ópera Mundi

Locução: José Eduardo Bernardes

Produção: Mauro Ramos

Sonoplastia: Jorge Mayer