Militarização

Homem é morto por fuzileiro naval no segundo dia das tropas no Rio

Como o tiro foi desferido por um integrante das Forças Armadas, o ocorrido será investigado pela Justiça Militar

Radioagência Nacional | Brasília (DF)

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O emprego das Forças Armadas na segurança pública deve durar até pelo menos até o dia 2 março / Tomaz Silva / Agência Brasil

No segundo dia com a presença de militares patrulhando as ruas do Rio de Janeiro, um homem foi morto após ser alvejado durante uma tentativa de assalto.

De acordo com o Ministério da Defesa, ele tentava roubar uma moto nas proximidades da rodoviária Novo Rio,  na zona portuária da capital e como portava uma arma foi alvejado por um dos fuzileiros navais que atuavam na Avenida Brasil.

Como o tiro foi desferido por um integrante das Forças Armadas, o ocorrido será investigado pela Justiça Militar. Agentes da Marinha e do Exército estão atuando nas ruas do no Rio de Janeiro desde terça-feira a pedido do governador Luiz Fernando Pezão.

De acordo com a portaria publicada nesta quarta que autoriza o emprego das Forças Armadas na segurança pública eles devem ficar pelo menos até o dia 2 março.

O pedido foi feito após o início de uma série de protestos feitos por familiares de policiais militares em frente aos batalhões com o objetivo de paralisar a atividade policial, a exemplo do que ocorreu no Espírito Santo.

Apesar de ter chegado a quase 30 unidades a manifestação regrediu  e em diversas delas a rotina normal foi reestabelecida.

Cerca de 9 mil militares já estão patrulhando a zona sul e o centro da capital, vias expressas como a Transolímpica e a Avenida Brasil além de algumas áreas em Niterói e São Gonçalo ,na região metropolitana.

Edição: Radioagência Nacional