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Dezesseis categorias confirmam presença em protesto de BH

Metroviários, professores e petroleiros são alguns dos trabalhadores que se comprometem a participar do dia 31

Belo Horizonte

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Funcionários dos Correios ajudaram a construir a ideia de que mais e mais trabalhadores começam a ir às ruas / Mídia NINJA

Na manifestação de 15 de março as pessoas se surpreenderam com a forte presença de trabalhadores, em especial a dos funcionários dos Correios. Uniformizados e carregando uma camiseta azul e amarela de tamanho gigantesco, chamaram a atenção, e ajudaram a construir a ideia de que mais e mais trabalhadores começam a ir às ruas.

Em BH, neste 31 de março, 16 categorias já confirmam presença. Os trabalhadores participam do Congresso Extraordinário da Central Única dos Trabalhadores (CUT MG), nos dias 31 de março e 1º de abril. A coletiva de imprensa realizada nesta quinta (30) pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, na capital mineira, reafirma que o ato é um dia de “esquenta” para uma greve geral, em 28 de abril, contra as reformas da Previdência e Trabalhista.

Estudantes também entram na mobilização. O diretor de Assistência Estudantil da União Nacional dos Estudantes (UNE), Márcio Brito, defende que a ocupação de 1.200 escolas secundaristas e 250 universidades, no ano passado formou jovens mais combativos. “Os estudantes aprenderam a importância de se manifestar. Junto a isso, a maioria de nós tem os empregos mais precarizados e não vai conseguir trabalho de carteira assinada por muito tempo”, acredita.

Outro indício de boa adesão foi a assembleia dos professores estaduais, realizada na terça (29) em BH. Nas palavras de Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT MG e do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE MG), foi a “maior assembleia de professores desde 2011”, quando aconteceu uma greve de 111 dias da categoria. Emocionada, ela diz não comentar sobre expectativas, mas que os 15 mil professores na manifestação de terça são bom agouro.

Tática 2: aperto nos deputados

“Centenas de Câmaras Municipais de Minas estão soltando moções contra a PEC”, afirma Beatriz Cerqueira. Na opinião da sindicalista, isso é importante para pressionar os deputados federais em suas bases eleitorais, ou seja, nos eleitores das cidades onde os políticos tiveram mais votos. Esse seria também o significado do protesto se iniciar na praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. “Precisamos disputar sempre aquele espaço”, lembra.

Há dez dias, em 20 de março, a CUT Minas organizou um encontro com 12 deputados federais e 11 deles se comprometeram a votar contra a nova lei. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação propõe para o dia 4 de abril, terça, “visitas” a casas de deputados que se declaram a favor da reforma da Previdência ou ainda estão indecisos. O objetivo é aumentar a pressão.

Edição: Joana Tavares