Educação

Negros e indígenas terão cotas na pós-graduação da UFMG a partir de 2018

Programas deverão separar entre 20% e 50% das vagas para candidatos que se autodeclarem negros ou pardos

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Virada Cultural pró cotas na USP / Marcos Santos/USP

A UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) aprovou a reserva de vagas para negros, indígenas e pessoas com deficiência nos programas de pós-graduação da instituição. A medida, divulgada na quarta-feira (5), valerá para os processos seletivos do mestrado, do mestrado profissional e do doutorado realizados a partir de 2018.

A aprovação das cotas foi decidida por unanimidade pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFMG. Também foi autorizada a criação de uma comissão permanente para acompanhar a medida.

De acordo com a proposta aprovada, os programas de pós-graduação deverão separar entre 20% e 50% das vagas para candidatos que se autodeclararem negros ou pardos, segundo os critérios utilizados pelo IBGE. Os cursos também deverão ter uma vaga suplementar para indígenas e outra para pessoas com deficiência.

A reserva de vagas em cursos de mestrado e doutorado também já é realidade nas universidades federais de Goiás , da Bahia (UFBA), do Espírito Santo (UFES), do Piauí (UFPI), de Mato Grosso (UFMT), de Alagoas (UFAL), entre outras.

Edição: Luana Lourenço / Agência Brasil