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Venezuela ameaça deixar OEA caso órgão convoque reunião sem aval de Caracas

Nesta quarta, o Conselho Permanente da OEA debaterá possibilidade de consultar chanceleres para discutir questão

Ismael Francisco/Cubadebate / Chefe de Estado venezuelano, Nicolás Maduro, ordenou saída da Venezuela da organização caso reunião seja feita

A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nessa terça-feira (25) que Caracas deixará a Organização de Estados Americanos (OEA) se o órgão realizar uma reunião de chanceleres sem o aval dos venezuelanos. Está marcada para esta quarta uma reunião extraordinária do Conselho Permanente.

"Se for realizada alguma reunião de chanceleres da OEA que não conte com o aval, com o consentimento do governo da Venezuela, eu recebi uma ordem do chefe de Estado, Nicolás Maduro, de iniciar o processo de saída da Venezuela desta organização", disse Delcy Rodríguez, ao canal estatal VTV.



A ministra disse que o governo venezuelano "rejeita" qualquer espaço que tenha que ver "com a atuação da OEA na Venezuela" depois de saber que "um grupo de governos fez uma chamada para um Conselho Permanente extraordinário". Ela disse que a Venezuela não continuará "permitindo violações da lei, violações das instituições, arbitrariedades que ultrapassam qualquer muro da moral, da ética" que devem manter os membros da organização.

A chanceler afirmou que esta é uma "advertência" que Maduro faz para a comunidade nacional e internacional, pois não "permitirá" que continue a atuação "de uma coligação de governos com um viés político ideológico abertamente conhecido contra a Venezuela".

Almagro

Delcy Rodríguez afirmou que a OEA "foi desqualificada" pela atuação de seu secretário geral, Luis Almagro, que tem "intervindo em qualquer assunto que se refere a vida da Venezuela".



Nesta quarta, o Conselho Permanente da OEA realizará uma reunião para debater a possibilidade de consultar os chanceleres para discutir a questão da Venezuela, conforme comunicado divulgado pelo órgão a fim de convocar a sessão.

No último dia 3, a OEA aprovou uma resolução onde afirmava que na Venezuela existe uma "grave alteração inconstitucional da ordem democrática".



A Venezuela atravessa por uma onda de protestos contra o governo que teve início há três semanas e já deixou 29 mortos, cerca de 430 feridos e mais de 1.000 detidos, dos quais 65 permanecem presos.

(*) Com Agência Efe

Edição: Opera Mundi