GREVE GERAL

Rio: aeroportos param; ônibus, metrô e barcas funcionam parcialmente

Veja primeiro balanço das manifestações no estado

Rio de Janeiro (RJ)

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Aeroviários fizeram manifestação em frente aos aeroportos do Rio de Janeiro / Foto: MIC

Em adesão à greve geral convocada para esta sexta-feira (28), contra o governo não eleito de Michel Temer, aeroviários paralisam atividades nos aeroportos Santos Dumont e Galeão, no Rio de Janeiro. Diversos voos foram cancelados entre às 3h e a 8h da manhã e muitos estão atrasados. (Acompanhe aqui minuto a minuto as mobilizações).

“Hoje não é um dia seguro para voar”, informavam os integrantes do Sindicato Nacional dos Aeroviários aos passageiros. No Galeão, a maior parte dos cancelamentos de voos foram de companhias aéreas internacionais, informou o movimento grevista.

No Santos Dumont, trabalhadores aeroviários que exercem atividades em terra cruzaram os braços e vias de acesso ao aeroporto foram bloqueadas. Por volta das 8h da manhã a polícia militar dispersou os manifestantes e três trabalhadores ficaram feridos.

A greve geral tem impacto em várias regiões do Rio. A ponte Rio Niterói foi ocupada por manifestantes, além disso tem bloqueios na Av. Brasil, Radial Oeste, Linha Vermelha, Rodovia Niterói-Manilha e nos acessos às barcas e ao terminal rodoviário Nova Alvorada, um dos maiores da cidade. Esses são importantes pontos de circulação da cidade e região metropolitana, por onde passam milhares de trabalhadores todos os dias.

O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que o município entrou em “alerta de estágio de atenção às 6h50 desta sexta-feira”, devido aos bloqueios no tráfego da cidade e aos impactos nos transportes. “Principalmente nas linhas de ônibus municipais, em decorrência de manifestações”, divulgou a prefeitura.

Algumas estações de metrô estão fechadas e parte dos ônibus não saíram das garagens. “Às 3h da manhã os motoristas começaram a entregar os ônibus nas garagens, na Barra da Tijuca, nenhum veículo saiu”, informou uma integrante da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RJ). No Centro do Rio, desde às 5h da manhã, manifestantes relataram que não haviam ônibus circulando.

Outras importantes categorias vão aderir à greve nessa sexta-feira. Cerca de 34 sindicatos do Rio de Janeiro já avisaram que vão paralisar de suas atividades, em protesto contra as propostas de reformular as leis trabalhista e previdenciária que, segundo movimentos populares, visam apenas retirar direitos adquiridos ao longo das últimas décadas. Entre eles estão os trabalhadores dos Correios - que já estão em greve desde quarta-feira (26) -, os professores das escolas privadas, públicas e universidades, assim como operários do setor portuário, metalúrgico e petroleiro.

Edição: Simone Freire