1º de maio

Centras sindicais criticam reforma trabalhista em manifestações na capital paulista

Na próxima quinta-feira (4), CUT e Força Sindical estarão reunidas em Brasília para definir próximos passos

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Praça da República tomada pela classe trabalhadora no 1º de maio, em São Paulo
Praça da República tomada pela classe trabalhadora no 1º de maio, em São Paulo - Mídia NINJA

A CUT, Central Única dos Trabalhadores, e a Força Sindical geralmente ocupam espaços opostos no jogo político. Mas, nesse dia do trabalhador, os discursos das duas maiores centrais sindicais do país foram parecidos.

No evento da Força Sindical, milhares de pessoas se concentraram na Praça Campo de Bagatelle, na Zona Norte da capital paulista, para ver shows de artistas sertanejos, acompanhar sorteios de automóveis e ouvir discursos contra as reformas da previdência e a trabalhista.

Para o deputado Paulinho da Força (SD), as mudanças nas leis do trabalho propostas pelo governo falam em livre negociação, mas enfraquecem sindicatos dos trabalhadores sem mexer nos sindicatos dos empresários. Ele acredita que a proposta aprovada na Câmara dos Deputados vai mudar no Senado.

"A reforma está no Senado. O Senado é um lugar mais civilizado, são ex governadores, são pessoas que tem mais relação. E tem dois senadores que têm eleição no ano que vem. Dos três de cada estado, tem dois que têm eleição ano que vem. Portando, acho que, no Senado, nós vamos conseguir colocar as coisas em ordem e fazer todos os reparos que tem que fazer na reforma trabalhista".

Já o presidente da CUT, Vagner Freitas, explicou que as articulações com o Senado Federal, especialmente com o líder do PMDB, Renan Calheiros, já começaram.

"As centrais estarão reunidas com o Renan, com a bancada do PMDB, com a bancada dos senadores, porque me parece que o Senado já entendeu que o que foi feito na Câmara é um atentado à classe trabalhadora brasileira. Parece que não tem eco de passar no Senado".

Na próxima quinta-feira (4), as duas centrais sindicais, além da CTB, a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e a INTERSINDICAL, estarão reunidas em Brasília para definir os próximos passos. O que pode incluir uma nova greve geral e uma marcha até a capital federal.

O ato, convocado pela CUT, CTB e INTERSINDICAL para o dia 1º de maio começou na Avenida Paulista e terminou na Praça da República, no centro da Cidade, com shows de artistas ligados ao movimento negro e ao hip hop. 

Edição: Radioagência Nacional