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Culinária da Terra: espaço que promove alimentação saudável em feira do MST

"Estamos com 28 caminhões de 23 estados trazendo 250 toneladas de produtos orgânicos e agroecológicos", diz militante

Radioagência Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Diversos alimentos se transformam em práticos típicos regionais na Culinária da Terra / Rica Retamal/Brasil de Fato

A segunda edição da Feira Nacional da Reforma Agrária, que ocorre entre os dias 4 e 7 de maio, no Parque da Água Branca, zona oeste de São Paulo, terá espaço dedicado à gastronomia regional batizado de ‘Culinária da Terra’.

A feira vem sendo organizada há vários meses por homens e mulheres assentados e acampados da Reforma Agrária.   Antonia Ivoneide Melo, da Direção Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), destaca o tamanho da Feira que conta com cerca de 800 expositores.

"Estamos vindo para a feira em 28 caminhões de 23 estados trazendo 250 toneladas de produtos orgânicos e em transição agroecológica"

Todos esses alimentos se transformam em práticos típicos regionais na Culinária da Terra. São cerca de 24 cozinhas de todas as regiões do Brasil.

Monoel Missias Bezerra, do setor de produção do MST do Ceará destaca a importância de um espaço como esse durante a Feira.

"É a oportunidade de nos trazermos para São Paulo o que temos de mais ricos hoje que é a produção de alimentos saudáveis realizados pelas mãos de homens e mulheres de vários cantos do brasil, poder compartilhar e fazer a integração do campo e da cidade"

Pato no tucupi, pão de queijo, feijão tropeiro, sucos diversos, carne de sol, pamonha, camarão, acarajé, peixes, açaí, carneiro, arroz, caldo de cana são diversos alimentos e pratos que vão variar entre porções individuais  para dividir com a família.

Domingas Farias coordenada a cozinha baiana e conta um pouco sobre os pratos típicos que serão levados a feira. "O nosso prato carro-chefe é a moqueca com caruru e vatapá. Comida tradicional da Bahia, em todo restaurante tem toda a sexta-feira. Uma comida produzida pelos negros na época da escravidão, comida tradicional da senzala por conta do dendê também muito usado na cultura do candomblé. Na moqueca usamos vários tipos de peixes, mas o nosso é o tucunaré, um peixe da região da chapada, no rio Paraguaçu na Bahia", conta.

Vale ressaltar que os pratos são em sua maioria preparados com produtos orgânicos e prezam pela alimentação saudável.

Edição: Mauro Ramos