Mobilização

Jornada pela Democracia reúne mais de 5 mil no primeiro dia

Caravanas de diversas regiões do Paraná e outros estados continuam chegando à Curitiba

Brasil de Fato | Curitiba (PR) e São Paulo (SP)

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Ato pela Reforma Agrária contra a criminalização e a impunidade, realizado hoje cedo em Curitiba / Wellington Lenon

Movimentos populares organizam, em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Jornada da Democracia, que acontece nesta terça (9) e quarta (10), em Curitiba (PR). O Acampamento pela Democracia, instalado perto da rodoferroviária da capital paranaense, já reúne cerca de cinco mil pessoas.  

Lula será interrogado nesta quarta (10) pelo juiz federal de primeira instância Sérgio Moro no âmbito da operação Lava Jato.

A jornada iniciou logo na manhã, com um ato do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), pela Reforma Agrária contra a criminalização e a impunidade, que contou com mais de 1500 trabalhadores e trabalhadoras na entrada de Curitiba, na BR 277.

Neste local, há 17 anos, houve um massacre em que a Polícia Militar assassinou o agricultor sem-terra Antônio Tavares Pereira e feriu dezenas de pessoas.

:: Confira a cobertura da mobilização em apoio a Lula em Curitiba 

Momentos antes da chegada da caravana, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) bloqueou a passagem dos ônibus que se dirigiam à Curitiba.

As barracas estão divididas entre várias regiões do estado, mas o acampamento conta com pessoas de outros estados, como Rio de Janeiro e São Paulo. Os ônibus continuarão chegando até quarta-feira.

Sandra Lúcia, aposentada do Judiciário Federal, veio de São Paulo para participar do ato:

"Vim porque acho importante que a gente se manifeste para botar um limite nesse juiz que desrespeita o código do processo penal, a Constituição. Vim aqui defender o Lula, mas sobretudo, defender o estado democrático de direito"

Às quatro da tarde, foi realizada no próprio acampamento a Conferência em Defesa da Constituição Federal e da Democracia, que contou com discursos de coordenador nacional do MST, João Pedro Stedile, e da dirigente sindical Beatriz Cerqueira (CUT-MG).

Ao ser consultado sobre qual seria a solução para a crise política no país, Stedile respondeu:

“Renuncia. Essa é a única solução política de curto prazo. Ele (Michel Temer) renunciar, entrega o poder para Carmem Lúcia, e ela que convoque eleições gerais já para este ano".

Para esta noite, está previsto o debate "Desvendando a Lava Jato", na praça Santos Andrade, e uma Vigília Inter-Religiosa pela Democracia e os Direitos dos Trabalhadores na Catedral de Curitiba.

Para quarta-feira, estão previstas a realização de uma Assembleia Nacional dos Movimentos Populares durante a manhã, de um encontro pela liberdade de expressão e de um ato político com a presença do ex-presidente Lula.

Edição: Camila Rodrigues da Silva