Reforma Agrária

Pará: Fazendeiros tentam entrar no acampamento Frei Henri e o clima de tensão aumenta

Dirigente do MST em Marabá afirma que os ânimos foram desencadeados depois de nota do Sindicato dos Produtores Rurais

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Famílias aguardam que terras da União sejam destinadas para a reforma agrária
Famílias aguardam que terras da União sejam destinadas para a reforma agrária | Crédito: Famílias aguardam que terras da União sejam destinadas para a reforma agrária

Caminhonetes de fazendeiros das proximidades de Curionópolis no Pará tentam entrar no acampamento Frei Henri, situado na fazenda Fazendinha, acirrando ainda mais os ânimos e aumentado a tensão na região. A informação é do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

De acordo com Ayala Ferreira, integrante da coordenação nacional do MST no Pará pela manhã desta sexta-feira (23), a reação dos latifundiários foi desencadeada depois da publicação da nota do Sindicato dos Produtores Rurais de Parauapebas (Siproduz), na qula afirma que “a palavra que melhor descreve o MST é violência”.

Em mensagem enviada ao Brasil de Fato, Ferreira relata: “Agora mesmo estão com várias caminhonetes tentando entrar por trás da área”.

O MST afirma que as terras são públicas e os camponeses exigem que se efetive a reforma agrária. As famílias moram no acampamento há seis anos, cerca de 752 pessoas, entre jovens, homens, mulheres e crianças aguardam que o mandado de reintegração de posse, autorizado pela Justiça Federal, seja cumprido em favor do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

No começo desta semana, após saberem que o fazendeiro, Darlon Lopes Gonçalves Ferreira sugeriu ao Incra uma permuta da área reivindicada por outra, os camponeses reocuparam a sede da fazenda e lá encontraram bombas.

Ferreira informou que os camponeses irão desocupar a sede após o Incra retirar a possibilidade de permuta; que será estipulada uma data para cumprir o mandado de despejo do fazendeiro e o órgão tomar posse da área que pertence à União e garantir segurança as famílias que vivem no acampamento.

Ainda segundo ela, o ouvidor agrário regional de Marabá, Wellington Bezerra da Silva, acompanha a situação.

Editado por: Camila Rodrigues da Silva

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