Crise

Taxa de desemprego tem alta de 20,4% em relação ao mesmo trimestre de 2016

A Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) Contínua revela que há 13,771 milhões de desempregados no país

Brasil de Fato |SP

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Fila reúne candidatos para vagas em empresa de segurança e limpeza / Cesar Itiberê

A Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (30), que a taxa de desemprego fechou em 13,3% no trimestre encerrado no mês de maio deste ano. A porcentagem contabiliza 13,771 milhões de desempregados e o levantamento abrange várias regiões do país. Em 2016, o mesmo período registrou que 11,2% da força de trabalho do país estava desempregada. A comparação revela que houve alta de 20,4%, com um adicional de 2,3 milhões de pessoas desocupadas.

O IBGE avalia que houve estabilidade em relação ao trimestre anterior de 2017, encerrado, em fevereiro, no qual a taxa era de 13,2%. 

A taxa de desocupação, por sua vez, foi de 13,3%, também regular quando relacionada com os 13,2% registrados no trimestre imediatamente anterior, mas bastante elevada em relação aos dos 11,2% registrados no intervalo de março a maio de 2016.

"Esta foi a maior taxa de desocupação para o trimestre terminado em maio desde o início da série da pesquisa, no 1º trimestre de 2012", informou o IBGE. Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do Instituto afirma, em entrevista ao Valor Econômico, que é necessário ter cautela nas previsões econômicas para os próximos meses. "Temos um momento político difícil no país e crise econômica forte", ressaltou Azeredo.

Um outro dado revelado pelo levantamento é o de População Ocupada, que ficou em 89,7 milhões, estável em relação ao trimestre anterior, mas que apresentou queda de 1,3% (menos 1,2 milhão de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2016.

Apesar dessa estabilidade, o número de empregados com carteira de trabalho assinada caiu 1,4%, passando para 33,3 milhões. Quando relacionado ao mesmo período de 2016, a queda foi ainda mais significativa, de 3,4% ou 1,2 milhão de pessoas.

Quanto ao número de empregados no setor privado sem carteira assinada, o dado bateu 10,5 milhões, um crescimento de 2,2% sobre o trimestre anterior e 4,1% na comparação com um ano atrás.

A população que  por conta própria permanece estável ficou em 22,4 milhões de pessoas na comparação trimestral, mas caiu 2,6% (599 mil a menos) na comparação anual.

O contingente de empregadores também se manteve estável, estimado em 4,1 milhões de pessoas, número 9,3% superior ao registrado em 2016.

O total de domésticos se manteve em 6,1 milhões nas duas comparações.

 

Edição: Vanessa Martina Silva