CLT

Reforma trabalhista: saiba o que muda para os trabalhadores

Quem responde é Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT de Minas Gerais

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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A nova lei muda as regras da CLT, e mexe - pra pior - em direitos como férias, jornada de trabalho, banco de horas / J.Batista/Câmara dos Deputados

Na terça-feira (11), os senadores aprovaram a polêmica reforma trabalhista, proposta pelo governo golpista de Michel Temer, do PMDB. A lei, que inclusive já foi sancionada ontem (13), muda as regras da CLT, a consolidação das leis do trabalho, e mexe - pra pior - em direitos como férias, jornada de trabalho, banco de horas. As novas regras entrarão em vigor daqui a quatro meses. Porém, ainda há muitas dúvidas e críticas sobre essa reforma.

Ainda há muitas dúvidas e críticas sobre essa reforma trabalhista. Nas ruas, não deu outra, este assunto está na boca do povo. No quadro desta semana do “Falaí”, Beatriz Cerqueira, professora e presidenta da CUT de Minas Gerais, responde a pergunta da ouvinte Selma a respeito das mudanças que as novas leis da Reforma Trabalhista acarretam na vida dos trabalhadores.

O que se perde com a nova lei trabalhista? Tanto a classe baixa quanto a classe alta.

“Com a Reforma Trabalhista o trabalhador em geral será impedido de recorrer a Justiça do Trabalho para garantir seus direitos, porque ela sofreu várias modificações, muda seu sindicato, da sua da sua categoria profissional fica fragilizado e impedido de representar seus interesses junto ao seu patrão e muda que seu patrão poderá negociar abaixo da lei que nós temos hoje, que é um patamar que é um mínimo de direito que todo trabalhador tem. Seu patrão poderá negociar abaixo da lei e diretamente com você várias questões como, por exemplo, jornada de trabalho, trabalhar em local insalubre, poderá ser jornada de 12 horas, poderá diminuir horário de almoço. Evidentemente que todo trabalhador ficará coagido e pressionado a fazer tudo que o patrão solicitar em função da manutenção do seu emprego. Então essa reforma muda a vida da gente completamente, só não mudou a vida dos senadores.”

Edição: Anelize Moreira