Moradia

Pará: Famílias da ocupação Terra Prometida, em Belém, correm risco de ficar sem teto

Reintegração de posse do terreno da Prefeitura está marcada para ocorrer nesta quarta; famílias dizem que não vão sair

Brasil de Fato | Belém (PA)

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Moradores da ocupação farão vigília até quarta-feira (2) para proteger suas casas, diz líder comunitário / Divulgação/ Página Terra Prometida

Vária famílias que vivem na comunidade Terra Prometida, localizada na travessa Quintino Bocaiúva, próximo a rodovia Bernardo Sayão, no bairro do Jurunas, em Belém, serão retiradas das casas onde moram. Está marcada para ocorrer uma reintegração de posse nesta quarta-feira (2). O terreno é da Prefeitura de Belém.

Segundo o líder comunitário Sebastião Matos, 46 anos, o terreno estava abandonado há 40 anos e, há cerca de um ano, muitas famílias começaram ocupar a área. Atualmente, 650 famílias vivem na comunidade e o local passou a ter “uma função social”.

“Quando se tem a oportunidade de ter um terreno desse num 'valor de 0800' só para construir, então vai ter ocupação. O povo ocupa por necessidade, o terreno está há 40 anos abandonado, sem serventia social”, diz.

O mandado de reintegração de posse foi expedido pelo Juiz Raimundo Rodrigues Santana, da 5° vara da fazenda pública da capital e encaminhado à comissão de Assistência Comunitária e Moradia, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Pará), no dia 28 de julho.

Ainda segundo Matos, os moradores estarão em vigília a partir desta terça-feira (1º) e, se ocorrer a reintegração, as famílias não irão deixar suas casas.

O deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL-PA), durante fala na tribuna na Câmara, comentou a possibilidade de reintegração de posse do terreno: "Tenho informação que nesta madrugada vão querer violentar o direito dos trabalhadores. Minha solidariedade, espero que  essa violência não seja perpetrada pelo nosso povo".

Edição: Vaness Martina Silva