Curitiba

Papa felicita família de casal gay após batizado dos filhos

Mensagem foi recebida através de carta, enviada pela Secretaria de Estado do Vaticano

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Adolescentes batizados são filhos do casal Toni Reis e David Harrad (2ª e 3ª pessoa à esquerda)
Adolescentes batizados são filhos do casal Toni Reis e David Harrad (2ª e 3ª pessoa à esquerda) | Crédito: Acervo pessoal

Em carta enviada pela Secretaria do Estado do Vaticano, o Papa Francisco felicitou a família do casal Toni Reis e David Harrad pelo batismo dos três filhos. Jéssica, de 14 anos, Felipe, de 12 e Alyson, de 16 foram batizados em Curitiba no dia 23 de abril. 

“O Papa Francisco lhes deseja felicidades, invocando para sua família a abundância das graças divinas”, diz o texto assinado pelo Assessor de Assuntos Gerais da Secretaria de Estado do Vaticano, Monsenhor Paolo Borgia. O documento é uma resposta à carta enviada pela família ao Papa no início de junho. No texto, o casal e os filhos falam sobre a felicidade que sentiram por terem sido acolhidos pela Igreja. A resposta foi emitida em julho, mas só foi recebida pela família esta semana, após voltarem de férias.

Toni Reis disse que recebeu a mensagem com alegria. “É um reconhecimento. Ele não é o presidente do nosso país, mas é uma autoridade espiritual. Isso é um acolhimento muito grande por parte da igreja”, avalia.

Jéssica, Felipe e Alyson foram batizados na Catedral Basílica de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, após terem recebido a negativa de outras quatro igrejas. O batismo só foi realizado após o casal conversar com o Arcebispo Metropolitano de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo.
Segundo Reis, o ingresso oficial na religião foi uma decisão que partiu dos três adolescentes, após um ano de reflexões. “Nós falamos sobre todas as religiões para eles, e eles escolheram a Católica”, conta.

A necessidade de a Igreja ser uma “porta aberta” através do sacramento do Batismo é também tratada pelo Papa Francisco no documento de recomendações da Exortação Apostólica, de 2013. No texto, o pontífice aponta que a Igreja muitas vezes age como “controladora da graça”, e não como “facilitadora”.
 

Editado por: Franciele Petry Schramm
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