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Editorial | Gilmar Mendes debocha dos brasileiros

Mendes age à luz do dia com a desenvoltura de um político protegido pela toga que veste

Brasil de Fato | Paraná

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Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral / Antônio Cruz/Agência Brasil

O ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, ultrapassou todos os limites de uma sociedade democrática. Ele envergonha não só os brasileiros, mas, sobretudo, toda a comunidade jurídica que não lhe coloca arreios.

 

Mendes age à luz do dia com a desenvoltura de um político protegido pela toga que veste. Hoje, é o maior intocável da República. Ciente disso, aprontou novamente. Soltou, pela segunda vez, o empresário do ramo de transporte, Jacob Barata Filho, de quem foi padrinho de casamento.

 

Este ministro, indicado por pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), sabe que ele deveria se declarar impedido. De acordo com o artigo 134 do Código de Processo Civil, “existem motivos para o impedimento de um juiz caso ele seja parte ou parente de uma das partes do processo”. Mas ele manda às favas o bom senso e solta aliados como o banqueiro Daniel Dantas e o médico acusado de vários estupros, Roger Abdelmassih. Sem contar conversas íntimas com Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB).

 

O ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, definiu bem o presidente do TSE. “Gilmar Mendes é um jurista de ocasião (…) Ele vai mudando de eixo feito biruta de aeroporto conforme os ventos”. Nessa tempestade, quem perde é o país.

 

Edição: Pedro Carrano e Manoel Ramires