Denúncia

#MeuMotoristaAbusador: Conheça campanha criada por escritora após estupro na Uber

Clara Averbuck esclarece que ação é um esforço coletivo para que vítimas de abusos não tenham vergonha de denunciar

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Escritora e feminista, Clara ressalta a importância de que mulheres que sofreram abuso denunciem / Instagram/ Reprodução

O simples ato de pegar um táxi ou Uber sozinha é fator de medo para muitas mulheres. Histórias de abusos e violências ocorridas no trajeto não são raras e têm repercutido cada vez mais nas redes sociais.

O caso mais recente e que ganhou projeção nacional foi o da escritora gaúcha Clara Averbuck, estuprada pelo motorista da Uber no último final de semana, em São Paulo.

"Em vez de ficar em posição fetal com vontade de limpar minhas partes íntimas com cloro, me juntei com outras mulheres maravilhosas", afirmou Clara, em depoimento enviado à Revista Claudia. Dessa ação, surgiu a campanha #MeuMotoristaAbusador" e #MeuMotoristaAssediador.

A ideia é que outras mulheres, vítimas de estupros e abusos, relatem o ocorrido em serviços de transporte, como Uber, táxi ou qualquer outro e se juntem em uma rede de solidariedade.

De acordo com Clara, trata-se de um "esforço coletivo para que as vítimas de abusos não tenham vergonha de denunciar: a culpa não é sua, mulher. A culpa é de um sistema que nos vitimiza. A culpa é de quem acha que a mulher que não vive em uma bolha de castidade merece ser violada".

Em nota, a Uber disse que "repudia qualquer tipo de violência contra mulheres" e que "o motorista parceiro foi banido", além de dizer que estão "à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações".

Veja alguns relatos que estão sendo compartilhados nas redes sociais:

Edição: Vanessa Martina Silva