AMÉRICA LATINA

Governo da Colômbia e Exército de Libertação Nacional acordam cessar-fogo temporário

Negociação ocorre no marco da visita do Papa Francisco ao país

Negociação ocorreu em Quito, no Equador, e inicialmente tem validade até janeiro de 2018 / @ELN_Paz

Os membros do governo colombiano e os representantes do Exército de Libertação Nacional (ELN), responsáveis pela negociação entre ambas as partes, anunciaram nesta segunda-feira (4), através de uma nota de imprensa, o cessar-fogo bilateral até janeiro de 2018. A negociação ocorreu em Quito, capital do Equador.

A chanceler María Fernanda Espinosa, representante do governo equatoriano, destacou que é muito "importante a consolidação deste acordo na América Latina, porque gera um diálogo favorável entre o governo colombiano e o Exército de Libertação Nacional (ELN)".

Espinosa indicou que "este acordo de Quito possui alguns compromissos e o principal deles é o cessar-fogo de modo bilateral e temporário porque foi fruto de longas horas de negociação, ainda mais no momento da visita do Papa Francisco".

O chefe da delegação do ELN, Pablo Beltrán, afirmou que espera que o acordo "ajude a aliviar o clima de polarização que setores da sociedade querem incentivar".

"Esperemos que estes acordos ajudem a construir a América Latina e o Caribe como uma região de paz. Esta é nossa contribuição para o continente", disse Beltrán.

Ambas as partes agradeceram ao governo do Equador, ao atual presidente Lenin Moreno, e seu antecessor, Rafael Correa, pelo esforço realizado para o processo fosse concluído.

A notícia foi anunciada pelo ELN através da conta do Twitter da organização, em que agradeceram o respaldo da sociedade para a obtenção do cessar-fogo.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, confirmou que o acordo ocorreu "após intensas negociações, que terminaram neste madrugada".

O acordo, conforme anúncio de Santos, "entrará em vigor no dia 01 de outubro. Sua vigência inicial é de 102 dias, ou seja, vale até o dia 12 de janeiro de 2018 e será renovado conforme o seu cumprimento e avanço nas negociações sobre os demais pontos".

Edição: Simone Freire | Tradução: Luiza Mançano