Moradia

Moradores do Glória, em Uberlândia (MG), perto de mais uma vitória

Mais de 2000 famílias que vivem em uma das maiores ocupações do país podem ter terreno regularizado

Brasil de Fato | Uberlândia (MG)

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Reunião de moradores no sábado (26) dá início a um cadastramento social da ocupação / Giovana Coelho

As 2.200 famílias do Glória, que fica no bairro Elisson Prieto, em Uberlândia, podem, em breve, ter motivo para comemorar. A Advocacia Geral do Estado manifestou interesse pela área no início de agosto. Obtendo aval da Justiça, a proposta é que a Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (COHAB) assuma os trabalhos de regularização fundiária e de infraestrutura do terreno.

No sábado (26), centenas de moradores se reuniram na sede da associação de bairro para início de um cadastramento. “Vamos reunir informações como renda, profissões, presença de gestantes e quantidade de crianças. Tudo de forma bem detalhada para que consigamos um acordo com o Ministério Público para consolidar a regularização fundiária a ser feita pela COHAB”, afirma Igino Marcos, advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a ocupação existe desde 2012, em área que pertence à Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Em março, a UFU aprovou a doação da área, que não faz parte de seus planos de expansão, para o poder público. Por decisão da 2ª Vara Federal, foi determinado que a Prefeitura de Uberlândia e o Estado de Minas Gerais se manifestassem sobre a vontade de assumir os 64 hectares.

Como não houve manifestação da prefeitura, o estado de Minas Gerais assumiu o processo que beneficia as milhares de famílias.

Em janeiro de 2018, os títulos de legitimação fundiária deverão ser entregues. A proposta é que os moradores paguem parcelas mensais a partir de R$ 100, conforme a renda familiar, em 300 vezes.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Uberlândia não se manifestou até o fechamento da edição.

Edição: Joana Tavares