Política

Editorial | Cresce a onda conservadora

Congresso mostra-se conivente e contrário aos interesses do povo. Organização dos trabalhadores é cada vez mais urgente

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Enquanto os discursos de ódio tornam-se frequentes no Legislativo, a maioria dos brasileiros perde direitos sociais / Lula Marques - Agência PT

Nesta semana, juiz do Distrito Federal conferiu uma liminar favorável aos profissionais psicólogos que acreditam que é possível tratar (ou curar) a homossexualidade.

No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia deixou de considerar a homossexualidade uma doença em 1985, cinco anos antes de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter deixado de classificá-la assim. Antes disso, a homossexualidade era considerada um transtorno mental. E agora a decisão equivocada do judiciário abre brecha para essa volta ao passado.

Tal fato faz parte deste momento em que todos os dias trabalhadores perdem direitos sociais. É o que se chama de onda conservadora, com forte apoio do Congresso Nacional e dos partidos que apoiaram o golpe de Estado de 2016.  O aumento do conservadorismo tem como exemplo o aumento da violência contra as mulheres e contra a juventude negra, ao lado do crescimento do número de assassinatos de mulheres.

O Congresso mostra-se conivente e cada dia mais contrário ao povo. O Judiciário, por sua vez, segue seletivo, pois como explicar que certos políticos citados por corrupção tornam-se réus e outros não?

A organização dos trabalhadores é urgente para barrar a onda conservadora. 

Edição: Frederico Rick Santana e Pedro Carrano