Privatizações

Editorial | Temer quer desmontar a Nação

Lista de empresas públicas e estatais ameaçadas fica a cada dia maior

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

,
Leilão barato do governo Temer repete o contexto político da venda da mineradora Vale do Rio Doce (atual Vale), em 1997 / Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A lista fica a cada dia maior de empresas públicas e estatais, patrimônio do povo brasileiro, ameaçadas de leilão barato pelo governo Temer – algo que já aconteceu, em 1997, com a mineradora Vale do Rio Doce (atual Vale).  

Com isso, o país perde a chance de fazer investimentos sociais, uma vez que o governo retira recursos da Caixa Econômica, Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Depois do golpe de Estado contra a presidenta Dilma Rousseff, programas estratégicos são desmontados. É o caso do submarino com propulsão nuclear, fundamental para emprego na defesa da costa brasileira.  

A Petrobras, principal empresa brasileira, é vendida e picotada. A atual direção da BR já vendeu US$ 13,6 bilhões em ativos da estatal. Setor de Fertilizantes, naval, assim como Correios, serviços públicos em Saúde e Educação, Agricultura Familiar, e Assistência Social são abandonados.  

No Paraná, o governador Beto Richa (PSDB) há tempos reza esta cartilha da privatização e piora a situação das estatais Copel e Sanepar. É uma forma de justificar a venda delas!  

A palavra em jogo é então a soberania nacional, que significa a luta em defesa dos bens de um país. As propostas são apontadas pelo movimento social e sindical: mobilização do povo brasileiro pelas empresas que fazem do país a oitava economia mundial. E apresentação de medidas para reativar a economia, como a edição especial do Brasil de Fato Paraná apresenta na página 8. Boa leitura! 

Privatizações no Brasil

- Venda de 74 unidades de exploração de petróleo em cinco estados  

- Empregos na Petrobrás caíram de 86,1 mil para 68,8 mil 

- De 71554 empregos no setor naval caíram para 40236 (Caged 2016) 

- Redução de 75% dos investimentos realizados entre 2013 e 2016 na Petrobras. 

- Eletrobras pode ser vendida por valor treze vezes inferior ao capital da empresa.  

Edição: Pedro Carrano