Para ficar na história

Editorial | A caravana de Lula e as demandas da população mineira

Por onde passou, ex-presidente atraiu multidões e mostrou que continua sendo um herói popular

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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"Nada é impossível de mudar e o presente e o futuro do país pertencem aos trabalhadores e trabalhadoras" / Ricardo Stuckert

Durante oito dias o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva percorreu mais de 15 municípios do interior de Minas Gerais, encerrando a caravana em Belo Horizonte. O percurso foi todo feito de ônibus e priorizou as regiões historicamente mais pobres e desiguais do estado, como a região Norte, Vale do Mucuri, Vale do Jequitinhonha, Vale do Rio Doce e Vale do Aço, onde uma larga porção do seu povo sente profundamente as mazelas de um país desigual.

Por onde passou, a Caravana atraiu multidões afirmando que Lula, apesar de todos os ataques sofridos pelas elites, continua sendo um herói popular, lembrado por ter retirado mais de 30 milhões de brasileiros da miséria durante seus oito anos de governo.

Destacou-se sua passagem pela cidade de Governador Valadares, profundamente atingida pelo maior crime social e ambiental do país, que foi o rompimento da barragem em Mariana. Já faz dois anos deste crime ambiental, mas até hoje, milhares de pessoas continuam sem acesso aos direitos que foram violados.

O ex-presidente deixou clara a necessidade de um referendo para revogar todas as reformas realizadas pelo governo golpista de Michel Temer, como a reforma trabalhista e a retirada de financiamento público nas áreas da saúde, educação, moradia e assistência social. A anulação dessas medidas exigirá muita mobilização social.

Intensificar a educação popular

Outra proposta que se destacou durante a Caravana foi a democratização dos meios de comunicação. Pois durante toda a história do Brasil, os grandes instrumentos de comunicação como editoras, jornais, rádios e redes de televisão estão sob o controle de políticos e empresas que não possuem nenhum compromisso com a busca de informação e cultura que realmente atenda aos interesses do povo brasileiro. Todos os golpes que aconteceram no país tiveram participação intensiva da mídia.

Para termos uma sociedade mais mobilizada pelo próprio projeto, será necessário intensificar um movimento permanente de educação popular, que esclareça ao povo brasileiro sobre a sua força e poder de realmente transformar o país. A vitória popular contra o neoliberalismo exigirá o fortalecimento dos movimentos sindicais, sociais, estudantis e pastorais.

Certos de que nada é impossível de mudar e de que o presente e o futuro do país pertencem aos trabalhadores e trabalhadoras, mais uma vez a história é colocada nas mãos do povo.

 

Edição: Frederico Santana