Veneno

Metade dos alimentos no Brasil contém agrotóxicos, diz estudo do Greenpeace

Movimentos populares fazem campanha para aprovar a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA)

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |

Ouça o áudio:

Alimentos possuem quantidades de veneno acima do permitido
Alimentos possuem quantidades de veneno acima do permitido - Fernando Frazão/ Agência Brasil

As principais consequências do uso de agrotóxicos na agricultura brasileira estão listadas no novo relatório do Greenpeace lançado no último dia 30.

O relatório, intitulado “Segura este abacaxi: os agrotóxicos que vão parar na sua mesa”, é baseado em um estudo técnico feito com diversos especialistas.

Um dos pontos de destaque do relatório é o resultado de uma análise feita com frutas e legumes, em 27 estados do país, que indica que metade dos alimentos pesquisados continha substâncias proibidas.

Também foram detectados, nesse levantamento, pesticidas em quantidade acima da permitida pela lei brasileira e um agrotóxico proibido no Brasil. Os dados são da Anvisa.

O relatório do Greenpeace também alerta para a situação no cenário político, com a circulação no Congresso dos pacotes de mudanças que facilitam a utilização de agrotóxicos, como o Projeto de Lei 6299/2002, conhecido, entre os opositores da proposta, como PL do Veneno .

Outras medidas apontadas no documento como prejudiciais para uma agricultura saudável são, por exemplo, a legalização da grilagem de terras, o afrouxamento das regras de combate ao trabalho escravo e a aprovação de leis que diminuem a proteção ao meio ambiente.

A aprovação da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA) é apontada pelo relatório como uma das formas de resistência aos ataques à alimentação brasileira e ao meio ambiente. A medida está tramitando no Congresso, mas aguarda a instalação de uma Comissão Especial na Câmara dos Deputados para que o projeto seja debatido.

Movimentos populares organizam uma petição para exigir do Congresso a aprovação da PNARA. Você pode conferir o abaixo-assinado online aqui.

Edição: Vanessa Martina Silva