Mostrar Menu
Brasil de Fato
ENGLISH
Ouça a Rádio BdF
  • Apoie
  • TV BdF
  • RÁDIO BRASIL DE FATO
    • Radioagência
    • Podcasts
    • Seja Parceiro
    • Programação
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
  • I
  • Política
  • Internacional
  • Direitos
  • Bem Viver
  • Opinião
  • DOC BDF
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Mostrar Menu
Brasil de Fato
  • Apoie
  • TV BDF
  • RÁDIO BRASIL DE FATO
    • Radioagência
    • Podcasts
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
Mostrar Menu
Ouça a Rádio BdF
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Brasil de Fato
Início Geral

Diversidade

Miss Curitiba Trans 2017: a representatividade além do glamour

Mais do que um Concurso de Beleza, evento é um manifesto político em prol da visibilidade da comunidade trans

06.nov.2017 às 15h47
Atualizado em 01.fev.2020 às 18h41
Curitiba (PR)
Cássia Ferreira
“Não somos nós que excluímos a sociedade, é a sociedade quem nos exclui”, disse Catuxa Bourges, do Transgrupo Marcela Prado

“Não somos nós que excluímos a sociedade, é a sociedade quem nos exclui”, disse Catuxa Bourges, do Transgrupo Marcela Prado - Josiane Sobrinho

No última sexta feira (3) aconteceu o Miss Curitiba Trans, um evento que vai muito além de um concurso de beleza. Trata-se também de um manifesto político em prol de uma luta por identidade e visibilidade da comunidade de transexuais e travestis, no melhor estilo girl power de enfrentamento da hostilidade, violência e até mesmo da hipocrisia da sociedade que as exclui todos dos dias. Como lembrou uma das líderes do Transgrupo Marcela Prado, e organizadora do evento, Catuxa Bourges “Não somos nós que excluímos a sociedade, é a sociedade quem nos exclui”.

Bastidores | Foto: Mariana Alves

Ao anunciar as candidatas à coroa, Catuxa reforçou o objetivo do evento: “Cada menina aqui hoje tem uma história e está buscando a construção de sua identidade… Elas não estão aqui só para serem julgadas. Vamos escolher uma representante desse espaço político”. Num evento de empoderamento e força política, a comunidade trans tenta se fazer visível como ponto de partida para o debate e a desconstrução de estereótipos. Como disse a Miss de 2015, Nallanda Bioshe, além do caráter de representação da comunidade, ela se sente feliz ao emprestar a sua imagem na tentativa de “modificar um pouquinho a imagem que os cidadãos brasileiros têm de nós, mulheres trans”.

Uma coroa, uma porta aberta

Desde que conquistou a coroa em 2015, Nallanda tem trabalhado como modelo. Uma porta que se abriu com a visibilidade alcançada pelo concurso. Apesar das oportunidades que tem surgido para a Miss, a realidade sobre a empregabilidade para pessoas transexuais e travestis está longe de um ideal almejado pela comunidade.

Bastidores | Foto: Juh Moraes 

O tema foi abordado no tradicional quadro de perguntas as candidatas. Questionada sobre isso, a candidata Renata Borges lembrou que para as portas da empregabilidade se abrirem é necessário além de consciência, mudanças principalmente no sistema de educação escolar. E ainda fez um apelo aos conselhos educacionais para que não tirem a acessibilidade das pessoas trans, “precisamos de escolas que incluam e não excluam” reforçou. Ela também lembrou do trabalho de ONGs como o Transgrupo Marcela Prado que auxiliam nesse processo de orientação e cidadania.Segundo um levantamento feito pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), 90% das pessoas trans recorrem a prostituição como profissão, a maioria por falta de opção e oportunidades devido a rejeição da sociedade.

Debate social

Também foram abordadas questões sobre o direito a retificação do nome, opinião sobre a conjuntura política atual, racismo, violência contra mulher,e sobre o projeto de “cura gay”, recentemente discutido no congresso nacional. Questionada sobre este último tópico, a candidata Dione Freitas respondeu de pronto “É inadmissível discutir cura gay para algo que não é doença”. A exposição de assuntos trans na mídia tradicional também foi levantada e teve um ponto de vista positivo da candidata Patrícia Lemonge, “Estamos aqui para isso, a gente tem que ser vista. Eu não sou menos por ser trans, nem mais. Eu sou igual a todo mundo”, respondeu.

Foto: Isabella Lanave 

A mídia tem dado mais voz as minorias – que são, na prática, maiorias – e começamos a perceber uma certa evolução das políticas públicas, como a possibilidade de retificação do nome que é de certa forma um alívio para as pessoas transexuais que abrem caminho para serem tratadas com o devido respeito,alguns estados que já estão habilitados a realizar a cirurgia trangenitalizadoras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Porém, a face da violência e da intolerância ainda é vista no dia a dia dessas mulheres. Num cenário contraditório, o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo, mas também ocupa o topo da lista dos que “mais consumem pornografia transexual”, como lembrou Tatiana Araújo, presidente da Rede Trans nacional. Mais um fato da realidade paradoxal que abrange a comunidade LGBTI.

Realidade ambígua

Outro fator alarmante que diz respeito a violência contra transexuais reflete na expectativa de vida, em média 35 anos. Sendo menos da metade da média nacional, de 75 anos, segundo o IBGE. Além da aparente resistência no Congresso para acesso aos direitos civis, ainda com uma bancada conservadora capaz de apresentar projetos como a “cura gay”, ou na tentativa de impor limitações ao debate de gênero, sexualidade e política nas escolas por exemplo, abrindo brecha para a intolerância e a cultura do ódio. Sabendo desta realidade o evento teve poio de segurança da ANTIFA, grupo de combate ao fascismo, que montou guarda na porta do Tetro Guaíra para o caso de hostilização.

Foto: Josiane Sobrinho

Se não fossem as iniciativas de grupos e ativistas engajados em promover compreensão e o respeito a comunidade que condicionam um certo posicionamento político, seria difícil pensar uma mudança de hábitos da sociedade. Propício foi o agradecimento de abertura do Miss Curitiba Trans 2017, Catuxa peitou: “Sim eu sou uma mulher trans. Aprendi a me amar, aprendi a me reconhecer, aprendi a mudar meus conceitos. Tudo isso porque eu faço parte de uma grande associação que trabalha com as mulheres travesti e transexuais e os homens transexuais, ao Transgrupo Marcela Prado”.

Na foto, Dionne Freitas | Foto: Josiane Sobrinho 

A entidade que organizou o concurso, trabalha desde 2004 com o objetivo promover a cidadania, saúde, educação, combater estigmas e construir paradigmas que realmente representem a realidade dos travestis e transexuais no estado do Paraná. O Miss Trans faz parte da promoção dessas ações. Como disse Linda Power, uma das pessoas envolvidas na organização, o concurso traz visibilidade a esse universo “As trans ficam muito escondidas, hoje com a mídia estão vindo mais para fora do armário. Quando você via uma trans ou travesti? Era sempre na noite, numa boate ou num show. E esse concurso que vem trazendo para um horário diferente e um público diferente. E num teatro então, melhor ainda a visibilidade e a importância desse concurso”.

Foto: Mariana Alves 

O Miss Curitiba Trans 2017 corou Priscila Siqueira, para ela o título representa “um sonho desde criança, de me tornar mulher, de me transformar, e acho que hoje prova que meu sonho foi real e que aconteceu” e revelou seus objetivos como miss “Estou disposta ajudar em qualquer coisa, para que a gente possa estar se unindo mais”, afirmou a cabelereira, 28 anos. Thayla Santos e Melissa Souza receberam a faixa de primeira e segunda princesa respectivamente, além da Paola Pimental, que ficou com a faixa de Miss Simpatia.

Na foto, Catuxa Borges, organizadora | Foto: Isabella Lanave 

Para a cobertura foi organizado um pequeno grupo de voluntários com 5 fotógrafas e um fotógrafo de Curitiba. Uma das fotógrafas, Josiane Sobrinho, é uma mulher trans de 22 anos que aprendeu a fotografar nas últimas semanas e diz ter ficado muito feliz com a experiência, pois, além de a vontade de trabalhar como fotógrafa ter aumentado, “foi muito importante ver essas mulheres, porque elas são do jeito que eu quero ser” e ter feito parte disso trouxe esse desejo para mais próximo de ser realizado.

Priscila Siqueira, Miss Curitiba Trans 2017 | Foto: Mariana Alves 

Editado por: Ednubia Ghisi
Tags: curitiba
loader
BdF Newsletter
Escolha as listas que deseja assinar*
BdF Editorial: Resumo semanal de notícias com viés editorial.
Ponto: Análises do Instituto Front, toda sexta.
WHIB: Notícias do Brasil em inglês, com visão popular.
Li e concordo com os termos de uso e política de privacidade.

Veja mais

aliados?

Eduardo Bolsonaro diz que quer se candidatar à Presidência e dispara contra Tarcísio

Teatro no Sesc

Grupo Mexa estreia peça-jantar A Última Ceia, uma leitura da famosa pintura de Da Vinci

Combate ao fumo

“Novos produtos, velhos problemas”: especialista alerta para riscos do cigarro e do vape

Reincidente

JBS é multada pela terceira vez na Operação Carne Fria por comprar gado de áreas desmatadas na Amazônia

de volta para casa

Suplicy tem alta após colocação de marcapasso em hospital no RJ

  • Quem Somos
  • Publicidade
  • Contato
  • Newsletters
  • Política de Privacidade
  • Política
  • Internacional
  • Direitos
  • Bem Viver
  • Socioambiental
  • Opinião
  • Bahia
  • Ceará
  • Distrito Federal
  • Minas Gerais
  • Paraíba
  • Paraná
  • Pernambuco
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Sul

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Apoie
  • TV BDF
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
  • Rádio Brasil De Fato
    • Radioagência
    • Podcasts
    • Seja Parceiro
    • Programação
  • Política
    • Eleições
  • Internacional
  • Direitos
    • Direitos Humanos
  • Bem Viver
    • Agroecologia
    • Cultura
  • Opinião
  • DOC BDF
  • Brasil
  • Cidades
  • Economia
  • Editorial
  • Educação
  • Entrevistas
  • Especial
  • Esportes
  • Geral
  • Saúde
  • Segurança Pública
  • Socioambiental
  • Transporte
  • Correspondentes
    • Sahel
    • EUA
    • Venezuela
  • English
    • Brazil
    • BRICS
    • Climate
    • Culture
    • Interviews
    • Opinion
    • Politics
    • Struggles

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.