TRANSIÇÃO

As FARC saem definitivamente da lista de terroristas da União Europeia

A organização integrava a lista de organizações terroristas desde 2002 e foi retirada nessa segunda-feira (13)

Ministros da União Europeia reunidos na reunião do Conselho Europeu nessa segunda (13) / HispanTV

Durante uma das reuniões do Conselho Europeu, em Bruxelas, capital da Bélgica, os ministros da União Europeia concordaram em eliminar as FARC, anteriormente Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, agora oficialmente convertida no partido político Força Alternativa Revolucionária do Comum, da sua lista de organizações terroristas. A União Europeia já havia retirado temporariamente a organização da lista em setembro, depois do Acordo de Paz com o governo colombiano.

"O conselho [da União Europeia] adotou os atos jurídicos que prevêem a retirada das FARC da lista da União Europeia de pessoas e entidades sujeitas a medidas de restrição para lutar contra o terrorismo", informou um responsável europeu.

A decisão política tomada anteriormente pelos embaixadores do bloco da União Europeia foi ratificada consensualmente pelos ministros nessa segunda-feira (13), sem debate sobre o ponto na agenda da reunião.

A lista de terroristas da União Europeia inclui pessoas ou grupos que atuam dentro ou fora do bloco continental e é revisada regularmente pelo conselho (instituição em que estão representados os governos dos seus Estados membros) a cada seis meses, pelo menos.

A União Europeia criou a lista de organizações terroristas após os atentados do dia 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Um ano depois, as FARC passaram a fazer parte da lista.

Na sexta-feira passada (10), o Secretário de Relações Internacionais do partido FARC, Rodrigo Granda, aclamou antecipadamente a decisão e declarou que a medida é coerente, visto que atualmente são um partido político e não mais uma organização armada.

Na ocasião, ele também expressou a disposição da FARC para seguir trabalhando junto com a União Europeia e outros órgãos governamentais, com os países do Caribe e com os Estados Unidos para fortalecer o processo de paz na Colômbia.

Edição: Vivian Neves Fernandes | Tradução: Luiza Mançano