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Petróleo: crise em Campos dos Goytacazes marca chegada da caravana de Lula no RJ

O ato, que aconteceu na Praça da Câmara, no centro da cidade, marcou a chegada da caravana ao estado

Brasil de Fato | Campos dos Goytacazes (RJ)

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Campos é a primeira cidade do Rio que Lula visita na terceira etapa da Caravana Lula Pelo Brasil / Fotos Ricardo Stuckert

O técnico de Logística, Adriano Peçanha, de 38 anos, trabalha na Petrobras, na unidade de Campos dos Goytacazes, há 12 anos. Seus anos de experiência na estatal fizeram com que ele conseguisse acompanhar as tentativas de sucateamento e privatização durante diferentes períodos.

Para ele, a empresa está passando por um golpe, assim como o país. “Consegui ver a empresa sucateada por FHC e depois reerguida pelo governo Lula. Quando Temer assumiu, ela voltou a ser enfraquecida para justificar sua venda para a população. Eu trabalho na primeira unidade de exploração do pré-sal, que já bateu todos os recordes que podemos imaginar. Uma unidade que não ia sair do papel e hoje é a que dá mais lucro. Basta o governo querer e investir, mas o golpista não quer”, afirma.

 

A crise na Petrobras e a queda dos preços internacionais do petróleo trouxeram profundos impactos para Campos dos Goytacazes. A cidade, localizada no norte fluminense, é uma das que tem o petróleo como principal atividade. Hoje, ela sofre com o aumento do desemprego, crise no comércio e perda de arrecadação.

Esse foi um dos temas tratados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a passagem de sua caravana pela cidade na noite desta terça-feira (5). O ato, que aconteceu na Praça da Câmara, no centro da cidade, marcou a chegada da caravana no estado do Rio de Janeiro.

Em seu discurso, Lula falou sobre a crise na cidade e no estado do Rio, e da necessidade de voltar a investir na Petrobras para que a região se recupere. “Para o Rio voltar a crescer, a Petrobras tem que voltar a investir. Nós precisamos fazer estaleiro, navio, sonda e plataforma aqui. Por isso, saí do Espírito Santo e resolvi entrar no Rio pela cidade de Campos dos Goytacazes”, afirmou.

Outro tema apresentado pelo ex-presidente, que está diretamente relacionado à crise da Petrobras, é o aumento do preço cobrado pelo gás de cozinha. Nesta terça-feira (5), a estatal elevou mais uma vez o preço dos botijões de até 13 kg, em 8,9%. Essa é a sétima vez no ano que o valor é reajustado.

“No meu governo nunca aumentamos o gás de cozinha, agora não param de aumentar. Um botijão tá quase R$ 100, isso é 10% do salário mínimo só para pagar o gás.  Enquanto isso, eles isentam de imposto as plataformas que vem da Coreia, os navios e as sondas que vem da China. As empresas não pagam impostos. Por que quem tem que pagar é o povo pobre e trabalhador do país?”, acrescentou.

Lula ainda garantiu que sua participação no governo federal é fundamental para que o estado do Rio volte a se reerguer. “Não tem solução para crise do estado do Rio sem a minha participação do governo federal. Quando fui presidente fui o que mais investiu em infraestrutura no estado porque eu estava cansado de ver esse estado aparecer apenas com o aumento da criminalidade. Quero ter uma conversa séria com o povo do Rio de Janeiro, porque vocês sabem que eu sei como consertar esse país”, finalizou.

Após o encerramento do ato em Campos, a caravana seguiu em atividades pela cidade. Na manhã desta quarta-feira (6), Lula visitou o Polo Avançado do Instituto Federal Fluminense, fruto dos programas de interiorização e expansão dos campi universitários e institutos federais criados em sua gestão.

Após a visita ao Instituto, à noite, Lula chega à cidade de Maricá, onde participa de um ato na praça da Igreja da Matriz. Lá, ele também vai conhecer de perto programas sociais inspirados em sua gestão.

Edição: Simone Freire