ELEIÇÕES

Seremos oposição com Piñera ou Guillier, diz ex-candidata da Frente Ampla no Chile

Beatriz Sánchez ficou em terceiro lugar no primeiro turno e, de maneira pessoal, deu apoio ao candidato de Bachelet

São Paulo

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Beatriz Sánchez diz que Frente Ampla será oposição, mesmo que Guillier ganhe / Reprodução

A ex-candidata presidencial Beatriz Sánchez, da Frente Ampla, disse nesta terça-feira (12/12), em entrevista à emissora teleSUR, que sua coalizão irá para a oposição, independentemente de quem ganhe o segundo turno no Chile, previsto para o próximo domingo (17/12). Ela afirmou, no entanto, considerar Sebasitán Piñera um “retrocesso para o país”.

“A Frente Ampla será oposição aos dois [Piñera ou Alejandro Guillier, candidato de Bachelet]. Nós não vamos negociar nem, tampouco, vamos ocupar cargo no governo. Isso é algo definitivo”, afirmou.

“Cremos que Sebastián Piñera é um retrocesso porque representa o conglomerado de direita mais conservador do Chile, representa os grandes grupos econômicos (…) se instala dizendo que quer voltar atrás nas reformas”, disse.

Sánchez ficou em terceiro lugar no primeiro turno, pouco atrás de Guillier. De maneira pessoal, deu apoio ao candidato de Bachelet (e ex-companheiro de bancada de telejornal no início dos anos 2000), após Piñera dizer que houve fraude na primeira rodada de votação. A própria ex-candidata disse que não esperava chegar tão longe na eleição.

“Nos surpreendeu a todos na equipe a votação que tivemos. Conseguimos uma votação muito alta para ser um projeto de mudança. Nos instalamos como uma força política no Chile. Estamos no mapa político chileno”, afirmou.

Segundo turno

A última pesquisa do Instituto Cadem, divulgada no dia 1º de dezembro – os levantamentos eleitorais só podem ser divulgados até no máximo 15 dias antes das eleições – mostra empate técnico entre os dois candidatos. Piñera aparece com 40% das intenções de voto, contra 38,6% de Guillier. A margem de erro da pesquisa é de 2,6 pontos percentuais.

No primeiro turno, Piñera teve 36,64% dos votos – apesar de as pesquisas o colocarem com mais 40% - e Guillier, 22,7%. Sánchez ficou em terceiro, com 20,27%.

(*) Com teleSUR

Edição: Brasil de Fato