Oriente médio

Ex-presidente Ahmadinejad foi preso no Irã por "incitar violência", diz jornal

De acordo com Al Quds Al-Arabi, prisão teria recebido a autorização do guia supremo do país, aiatolá Ali Khamenei

Ex-presidente Ahmadinejad foi preso por incitar protestos, diz jornal / Flickr CC

O ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad teria sido preso por "incitar a violência" nos protestos ocorridos no país nas últimas semanas, informou nesse domingo (07) o jornal árabe Al Quds Al-Arabi. 

De acordo com fontes ouvidas pela publicação, a prisão teria recebido a autorização do guia supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, e ocorreu durante a visita de Ahmadinejad à cidade de Shiraz. A informação não foi confirmada oficialmente pelo governo de Hassan Rouhani.

O Irã começou a enfrentar uma série de manifestações em 28 de dezembro. Iniciados na cidade de Mashhda, com pauta contra a inflação e a falta de empregos, os atos se espalharam por todo o país - com reivindicações que iam desde a corrupção do atual governo até a obrigação do uso de roupas islâmicas pelas mulheres.

Além de culpar os "inimigos externos" da nação, Ahmadinejad também estava sendo acusado por membros do governo de agitar as manifestações. No dia 4 de janeiro, em um protesto em Bushehr, ele criticou Rouhani por um "monopólio de riqueza pública".

Para tentar atenuar as manifestações, o governo anunciou um pacote de medidas econômicas para reduzir o desemprego na nação.

Guarda Revolucionária

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste domingo (07/01) que a onda de protestos contra o governo iraniano, iniciada na última semana de 2017, chegou ao fim.

Além disso, um comunicado no site oficial da corporação culpa “inimigos estrangeiros”, como os Estados Unidos e Arábia Saudita, pela instabilidade, bem como a um grupo opositor no exílio e defensores da monarquia deposta na Revolução Islâmica de 1979.

A Guarda Revolucionária do Irã, que se chama oficialmente Exército dos Guardiões da Revolução Islâmica, é uma divisão das forças armadas do país e é ligada diretamente ao aiatolá Khomeini, líder religioso dos iranianos.

(*) Com Ansa 

 

Edição: OperaMundi