JUSTIÇA

No Rio, atos vão denunciar a ilegalidade do processo contra o ex-presidente Lula

Movimentos sociais e sindicatos estão organizando uma série de atividades na capital do estado

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ)

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Julgamento do ex-presidente Lula será no dia 24 de janeiro em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul / Ricardo Stuckert

No Rio de Janeiro, movimentos sociais e sindicatos estão organizando uma série de atividades como atos e debates com a sociedade civil para expor os riscos para a democracia caso o ex-presidente Lula seja condenado sem provas, no julgamento marcado para o próximo dia 24 de janeiro, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Na última terça-feira (9), representantes de mais de 60 organizações estiveram reunidos na plenária da Frente Brasil Popular, no Sindicato dos Bancários, no centro da cidade, para definir o curso das mobilizações no estado. Vários protestos vão acontecer em todas as capitais para denunciar a ilegalidade do processo judicial contra Lula.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), que defende a candidatura de Lula à Presidência independente do resultado da sentença do dia 24, afirma que o processo movido contra o ex-presidente possui falhas graves no que tange à acusação.

“Há uma batalha no plano jurídico, mas se ela seguisse estritamente a tecnicalidade jurídica, o devido processo legal, sequer esse recurso estaria no TRF4. Se ele fosse acusado de algo, não seria na Lava-Jato, então, não poderia ser julgado em Curitiba e, muito menos, a corte recursal seria em Porto Alegre, já começa errado por ai”, destaca Feghali.

O recurso de Lula começou a tramitar no TRF-4 no dia 23 de agosto. Foi o processo da Lava Jato que chegou mais rápido ao Tribunal, em 42 dias, depois da condenação pelo juiz Sérgio Moro. Além disso, o julgamento em segunda instância do ex-presidente passou à frente de outras sete  ações da operação Lava Jato, cujos recursos haviam chegado antes ao Tribunal.

O cenário de falta de lisura na condução do processo contra Lula motivou também a classe intelectual e artística a se organizar em defesa do ex-presidente. Na próxima terça-feira (16), um ato em solidariedade à Lula ocorrerá no Teatro Oi Casa Grande a partir das sete da noite. Segundo os organizadores, o ato será aberto ao público, mas o local será sujeito a lotação por isso os interessados em participar devem chegar com antecedência. Nomes como Eric Nepomuceno, Emir Sader, o juiz Siro Darlan, Marcia Tiburi, os atores Beth Mendes e Osmar Prado e a cantora Dorina já estão confirmados. 

Além dessa atividade, neste sábado (13), a partir das quatro da tarde, na Praça XV, acontece o Grito de Carnaval em Defesa da Democracia e de Lula, organizado pela Frente Brasil Popular. 

Edição: Mariana Pitasse