Urnas

Editorial | Quem tem medo do voto?

Candidatos da direita representarão a continuidade do golpe e do governo de Michel Temer

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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A maioria da população ainda aponta Lula como preferência de voto para as eleições de 2018. / Partido dos Trabalhadores

A direita brasileira tem um problema: o voto popular e as eleições de 2018. Após serem derrotados quatro vezes nas eleições presidenciais, retomaram a presidência com a retirada ilegítima e sem amparo legal da presidenta Dilma. E, com a proximidade das eleições presidenciais de 2018, enfrentarão novamente as urnas e o voto popular.

Os verdadeiros donos do poder nunca toleraram o voto e a participação popular. E, em diversos momentos decisivos, utilizaram todas as armas possíveis para fugir ou mudar os resultados do voto: foi assim quando do suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, por forte pressão dos que não toleram um governo que garantia alguns direitos trabalhistas; foi assim quando inviabilizaram a candidatura de Juscelino Kubitsheck por acusações de corrupção envolvendo um apartamento tríplex em Copacabana, nas eleições que acabariam por não ocorrer em 1966. 

Em 2018, os esforços são inúmeros para encontrar um candidato que tenha chances de vitória. Geraldo Alckmin, o mais desejado pelos tucanos, não decola e não passa de 8% das intenções de voto. Henrique Meireles, atual ministro da Fazenda, é querido pelos mercados, mas não tem a liderança necessária para cativar os votos dos brasileiros cansados com sua condução econômica que aumenta o desemprego e reduz os salários. 

Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara dos Deputados, é uma aposta para renovação, mas parte do partido herdeiro da Ditadura Militar - o Democratas (antigo PFL e Arena). A opção de Jair Bolsonaro, embora não seja descartada, tem poucas chances de vitória, pois representa uma posição ultraconversadora, que flerta com o fascismo. Começam a apostar, inclusive, em Luciano Huck, um milionário apresentador da TV e amigo pessoal de longa data de Aécio Neves. Huck se coloca como renovação da política, mas na realidade representa o  mesmo do velho projeto do PSDB e a continuidade do governo Temer. 

Esses candidatos representarão a continuidade do golpe e do governo de Michel Temer, o pior presidente da história do Brasil, com apenas 3% de aprovação. E o povo brasileiro percebeu que eles representam a falta de saídas para a grave crise econômica, social e política que o Brasil enfrenta, além da retirada de direitos, um após o outro. 

Por isso, a maioria da população ainda aponta Lula como preferência de voto para as eleições de 2018. Segundo pesquisa do DataFolha entre 28 e 30 de janeiro de 2018, Lula tem 36% das intenções de voto e venceria todos os adversários no primeiro turno. Por isso, querem uma fraude: eleição sem Lula. E o povo brasileiro precisará se levantar: eleição com Lula e com luta social.

 

Edição: Joana Tavares