Mobilizações

Paralisações e atos marcam dia de luta contra reforma da Previdência em Pernambuco

Trabalhadores da Educação estão entre as categorias mais mobilizadas no estado contra a Reforma da Previdência

Brasil de Fato | Recife (PE)

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A mobilização seguiu pela Conde da Boa Vista, principal avenida da cidade. / PH Reinaux

Cerca de cinco mil pessoas saíram as ruas do Recife (PE), nesta segunda-feira (19), no Dia Nacional de Lutas contra a Reforma da Previdência. Durante o dia diversas categorias paralisaram suas atividades, entre eles, bancários, professores, metalúrgicos e petroleiros. Além do Recife, cidades como Caruaru, Belo Jardim, São Bento do Uma, Recife e Petrolina tiveram paralisações. 

Na capital, o ato se concentrou no Parque 13 de Maio e seguiu até a Agência Central da Previdência Social, na região central da cidade. A mobilização foi organizada pelo Fórum das Centrais Sindicais, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo.

Valéria Silva, da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) afirmou que as mobilizações deste dia 19 são uma grande resposta do povo brasileiro a retirada de direitos, “a reforma da previdência é uma invenção do mercado para vender planos privados”.

Carlos Veras, presidente da CUT PE, destacou as mobilizações populares contra a reforma da previdência como as principais responsáveis pela sua paralisação no Congresso e apontou a continuidade das lutas, “com intervenção ou sem intervenção, com decreto ou sem decreto nós continuaremos nas ruas contra essa reforma criminosa”. 

Trabalhadoras da Educação

Valéria Silva que também é professora completa, “no caso da educação a exigência de se trabalhar cerca de 40 anos para uma aposentadoria integral é inaceitável”.

Outra professora que estava no ato era Marta Santos, ela dá aulas em Itamaracá, na região metropolitana do Recife e veio para o ato lutar pela sua aposentadoria e de seus colegas professores, “nós trabalhamos todos os dias na formação de crianças e adolescentes, mas chega uma época da vida em que precisamos descansar e nos dedicar a outras coisas, se essa Reforma passar, isso não será possível”.

Marta é professora à nove anos, entre outras questões pelo baixo investimento na educação e aponta a necessidade de reformas sociais para melhorar inclusive a educação, “ é preciso que os estudantes tenham casa para morar, que seus pais tenham emprego, que eles tenham perspectivas de entrar na universidade, isso tudo influencia muito”, conclui.

 

Edição: Brasil de Fato PE