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Por melhorias na Educação, manifestantes ocupam Diretoria Regional de Ensino em SP

Ação foi organizada por integrantes da Frente Povo Sem Medo na Zona Leste da cidade

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Uma passeata foi realizada da Biblioteca Cora Coralina até a Diretoria Regional de Ensino da região leste / Juliana Gonçalves / Brasil de Fato

Cerca de 250 manifestantes se concentraram em frente à Biblioteca Cora Carolina, no bairro de Guaianazes, na Zona leste de São Paulo (SP), na manhã desta quinta-feira (22). Organizados pela Frente Povo Sem Medo (FPSM) eles reivindicaram melhorias no setor de Educação do município, defendendo mais vagas em creches e denunciando a redução na distribuição de leite e transporte escolar.

Luciana Silva, da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que integra a FPSM, explica a situação na região. "Infelizmente os alunos estão sofrendo com a falta de vagas, falta de transporte escolar gratuito, falta de merenda e do leite que era entregue para as mães", denuncia.

A liderança cita ainda efeitos do que classifica como desmonte da Educação como a retirada do período noturno das escolas da prefeitura, a infraestrutura comprometida com falta de carteiras e de merenda adequada.

Mãe de uma criança de 8 anos, Silva faz coro com as demais mães do ato, que afirmam que seus filhos estão sem aulas há dias por falta de professores. "Vemos mais investimentos em Segurança, matando nossos jovens, e menos escolas sendo construídas. Estamos indo a dois velórios por semana. São crianças e jovens negros. Isso é genocídio", enfatiza.

Simone Rego, professora da rede municipal, que dá aula no bairro Cidade Tiradentes, leciona há dez anos. Ela relata os desafios enfrentados na região. "Retiraram o período noturno no ano passado e tivemos baixa no número de professores", pontua.

Dona Vilma Marcelino diz participar do ato pelo direito de estudar dos netos e de todas as crianças que estão sem vagas nos subdistritos do bairro. "Tem muita criança no Barro Branco sem creche, sem escola. Eu mesmo tenho uma neta de 13 anos sem escola porque dizem que num tem", disse.

Da biblioteca, os manifestante seguiram em passeata até a Diretoria Regional de Ensino (DRE) região, que engloba também o bairro Cidade Tiradentes. Lá ocuparam o prédio e foram recebidos pela equipe administrativa, entre eles, Lucimeira Cabral de Santana, diretora regional.

"Hoje atendendo a comissão composta por diversos segmentos da sociedade. Combinamos reuniões mensais nas segundas e terças-feiras do mês para irmos atendendo as demandas e repassar as demandas que precisam ser atendidas de forma mais paulatina", explica.

Simultaneamente ao ato em Guaianazes, cerca de 200 manifestantes realizaram ato na DRE de São Mateus, também na Zona Leste. Lá, foram recebidos pela administração e encaminharam a entrega de um levantamento de todos os demandas na região, desde falta de vagas à problemas com o transporte escolar.

Edição: Simone Freire