Paraná

Editorial | 8 de março é dia de estarmos atentas e fortes

A reforma da previdência afeta centralmente às mulheres, especialmente as camponesas

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

,
O direito de se aposentar é uma das lutas recentes enfrentadas pelas mulheres do país / Marianna Rosalles

Há muito tempo as mulheres trabalhadores de todo o mundo travam uma luta constante por igualdade social e cultural, como o direito a salários igualitários, ao voto e ao divórcio. As desigualdades são estruturais e ligadas em sua raiz às contradições do mundo capitalista. O patriarcado (quando os homens é que têm poder) exerce papel de dominação econômica e de poder sobre a vida das mulheres. 

No Brasil, a resistência das mulheres encontra eco na história de libertação do povo negro, nas greves operárias, na defesa da terra, na sustentação das famílias em que as guerreiras do povo são a ponta de lança.

Uma série de direitos conquistados nessa trajetória estão sendo retirados desde o golpe de Estado de 2016. Especialmente os direitos das trabalhadoras do campo. Destaca-se a tentativa, até agora sem sucesso, de reforma previdenciária do (des)governo Temer, que afeta centralmente as mulheres.

Nessa proposta, o acesso à aposentadoria se daria somente aos 65 anos de idade, com no mínimo 25 anos de contribuição. A PEC 287 ignora as desigualdades de gênero presentes no mundo do trabalho e a dupla jornada que ainda é imposta à maioria das mulheres. 

Por isso, é fundamental reafirmarmos o 8 de março como dia de LUTA das mulheres. Por isso, precisamos estar atentas e fortes.

 

Edição: Ednubia Ghisi