#2018M

SP | Mais de 15 mil mulheres marcham contra retrocessos sociais

Ato começou as 16h e percorreu toda a avenida Paulista

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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De forma pacífica, a manifestação em São Paulo terminou por volta das 20h em frente ao prédio da Presidência da República. / José Eduardo Bernardes / Brasil de Fato

As ruas da capital de São Paulo foram mais uma vez ocupadas por centenas de mulheres ne 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres. Na avenida Paulista, região central, cerca de 15 mil participaram da marcha que, neste ano, pautou a defesa da democracia, da soberania nacional, da reforma agrária e se posicionou contra a proposta de reforma da Previdência.

A concentração aconteceu em frente ao Shopping Paulista por volta das 16h. Às 18h, as manifestantes partiram em marcha pela avenida.

Diversos partidos, sindicatos, organizações, entidades e movimentos populares e estudantis participaram da ação, bem como organizações de mulheres, entre elas, a Marcha Mundial de Mulheres, a Marcha das Mulheres Negras e a Marcha das Margaridas.

A primeira parada próximo ao metrô Trianon, em frente a uma das lojas da varejista Marisa. Lá elas denunciaram o trabalho escravo e repudiaram o posicionamento empresa, que apoiou o golpe contra a presidente Dilma Rousseff.

A marcha também reuniu diversas mulheres que não participam de organizações políticas. Uma delas é Ana Fediczko, que fez questão de levar as filhas para marcharem juntas. "A gente tem que educar essa geração pra fazer a diferença. Sou chamada de louca por trazê-las, mas acho que tenho que ensiná- las a lutar", disse.

Cantora e feminista, Negra San também saiu às ruas neste 8 de março para denunciar os retrocessos sociais promovidos pelo governo golpista de Michel Temer (MDB). "Perdi o emprego depois do golpe contra Dilma e não consegui mais trabalho desde então. A dificuldade está em em ser negra e mãe também", criticou.

As questões raciais também foi um dos motivos que levou a historiadora Giselle dos Anjos às ruas nesta quinta-feira. "As políticas conservadoras impactam na vida de todos os brasileiros, ainda mais nos grupos historicamente marginalizados, como as mulheres e os negros".

Caracterizada de Frida Khalo, a estudante Raianny Martins também este presente denunciando o feminicídio no país. "Estou aqui para que elas parem de morrer todos os dias pelo simples fato de serem mulheres", lamentou.

De forma pacífica, a manifestação em São Paulo terminou por volta das 20h em frente ao prédio da Presidência da República.

*Colaboração de Camila Salmazio.

Edição: Simone Freire