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Greve pelo piso salarial da educação em Minas Gerais

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A assembleia da rede estadual de educação no dia 8 de março deliberou por greve por tempo indeterminado / Lidyane Ponciano
Governo investe na área menos do que o mínimo constitucional

Os governos de Aécio e Anastasia são incomparáveis em termos de destruição que promoveram na educação. Não sei quanto tempo levaremos para termos a educação de qualidade diante do atraso que promoveram. Não temos saudade.

O que é espantoso é o discurso raso tentando colocar na conta da categoria qualquer possível desempenho insatisfatório do atual governo. Discurso que desconsidera quem somos e pelo o quê lutamos! Passamos os últimos três anos lutando contra o golpe, em defesa da Petrobras, contra o congelamento dos investimentos sociais, contra as reformas! Onde teve luta nacional, teve trabalhador em educação.

A assembleia da rede estadual de educação no dia 8 de março deliberou por greve por tempo indeterminado. Que saída tínhamos diante do adiamento do ano letivo, do parcelamento do 13º salário, do dinheiro que não está sendo repassado para o IPSEMG? Ficarmos calados? É este o modelo de sindicalismo que defendemos? Quando fazemos greve, estamos com saudade? A luta de uma década pelo pagamento do Piso Salarial deve ser abandonada agora?

Não incomoda o governo não investir o mínimo constitucional em educação? Em 2015 investiu, de acordo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), 22,77%. Em 2016 a situação se repetiu. Minas há mais de 10 anos não investe o mínimo de 25% de impostos, conforme determina a Constituição Federal. Não temos o direito de cobrar quando o dinheiro da comida, do transporte escolar e do gás não chegam à escola?

Lutamos desde 2015 contra a privatização por meio de PPPs Parcerias Público-Privadas na educação! Nós que questionamos esta pauta neoliberal é que estamos errados? Privatização em governos democráticos populares pode? É desta luta que faço parte. Sempre fiz e não sairei dela!

*Beatriz Cerqueira é presidenta do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG).

 

Edição: Joana Tavares