TEMPORAL

Artigo | Fórum de Uberlândia (MG) tem expediente suspenso após estragos da chuva

Apesar de ter custado R$ 65 milhões, o prédio recém-inaugurado teve desabamento de forro e problemas nos elevadores

Brasil de Fato | Uberlândia (MG)

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A direção do Fórum informou que o ocorrido foi uma exceção, mas que não há riscos estruturais para a utilização do prédio / Divulgação TJMG

A nova sede do Fórum de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, inaugurada no dia 15 de dezembro de 2017, sofreu abalos com as chuvas da última semana. O transtorno ocasionado pelo temporal levou o diretor do Fórum, o juiz Lourenço Migliorini, a suspender o expediente da quarta (7).

Na justificativa da portaria que regula a suspensão, Migliorini aponta ter havido problemas com os elevadores, desabamento de parte do forro dos gabinetes e alagamento de algumas salas. Assim, com exceção das medidas de natureza urgente, as audiências marcadas para a quarta também foram suspensas, sem previsão de reagendamento.

Sobre os estragos, de acordo com aviso repassado a servidores, a direção do Fórum informou que o ocorrido foi uma exceção, mas que não há riscos estruturais para a utilização do prédio. Contudo, não há nenhuma garantia de que, sob forte chuva, tais eventos não se repitam, uma vez que não foram identificadas todas as causas dos danos.

Vale lembrar que a construção da nova sede do Fórum levou quase seis anos para ser concluída e custou mais de R$ 65 milhões ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG). Além disso, destaca-se que o edifício recebeu o nome de “Palácio da Justiça Rondon Pacheco”, em homenagem ao ex-governador de Minas, recentemente denunciado no relatório final da Comissão da Verdade do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, pelo massacre dos índios da etnia Krenak.

*José Renato Resende é advogado de direitos humanos, professor em Uberlândia (MG) e também escreve literatura.



 

Edição: Larissa Costa