Bárbarie

Vereadora Marielle Franco é assassinada no Rio de Janeiro

Há suspeitas de que o crime tenha sido execução; a ativista vinha denunciado a violência policial

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Marielle foi a quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro / PSol

Em uma emboscada no centro do Rio de Janeiro, na noite desta quinta-feira (14), a vereadora Marielle Franco, do PSol, foi executada a tiros dentro de um carro. A vereadora, de 38 anos, era socióloga, ativista no movimento negro e feminista. Também atuava na comunidade da Maré, onde morava. O motorista Anderson Gomes também morreu e uma assessora que estava com eles ficou ferida. Ao menos nove tiros foram disparados. Há indícios de que a execução da vereadora, a quinta mais votada nas eleições de 2016, pode ter relação com a sua atuação política nos bairros da cidade e também com as denúncias que fez sobre violência policial em Acari, especificamente, na última semana. A investigação aponta que nenhum objeto do carro foi roubado.

A execução da vereadora acontece dois dias antes da intervenção militar na segurança pública do Rio de Janeiro, decretada pelo presidente golpista Michel Temer, completar um mês.  Diversos atos foram programados para hoje em vários estados. Às 11h, começa a concentração em frente à Câmara Municipal, na Cinelândia. Em Brasília, o protesto é no mesmo horário, no anexo 2 da Câmara do Deputados. O velório, a pedido das famílias da Marielle e do Anderson, será reservado aos familiares e convidados.

Na parte da manhã, o assassinato da vereadora será o tema de um ato durante o Fórum Social Mundial (FSM), na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Para o período da tarde estão programados protestos em São Paulo (às 17h, no Vão Livre do Masp), Recife (às 16h, na Câmara dos Vereadores), Belo Horizonte (às 17h30, na Praça da Estação). Outros protestos estão marcados nas cidades de Belém, Natal, Juiz de Fora e Porto Alegre.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou uma nota exigindo uma rápida apuração do crime. "Marielle, uma amiga do MST e militante destacada na defesa dos direitos humanos e da igualdade social, deixa um legado de lutas em favor da classe trabalhadora", diz a nota.

Edição: Nina Fideles